Ferrovia

Compra de 117 comboios não inclui alta velocidade

Compra de 117 comboios não inclui alta velocidade

Maioria das unidades servirá para as áreas urbanas, mas só vão chegar entre 2026 e final de 2029. Montante total do concurso é de 819 milhões de euros.

"Dia histórico para a ferrovia". O Governo autorizou a CP a lançar um concurso para a compra de 117 novos comboios nos próximos anos, mas não inclui unidades para a alta velocidade. O investimento previsto é de 819 milhões de euros, anunciou o ministro das Infraestruturas e da Habitação, Pedro Nuno Santos, no final da reunião do Conselho de Ministros. É o maior concurso de sempre.

As 117 novas unidades são automotoras elétricas e serão entregues entre 2026 e o final de 2029, detalhou o ministro. As aquisições serão financiadas através do quadro financeiro plurianual, porque a entrega do material circulante irá decorrer para lá de 2025.

"O caderno de encargos está pronto e vamos lançar os concursos o mais depressa possível. A adjudicação ao vencedor será no final de 2022 e teremos de esperar três a quatro anos até o primeiro comboio ser entregue", referiu Nuno Santos. Prevê-se um ritmo de entrega de três automotoras por mês a partir de 2026.

O concurso também prevê que "parte considerável dos comboios tenha incorporação nacional". Isto será possível caso a empresa que conquiste esta encomenda decida instalar uma unidade de produção em Portugal.

Para onde irão

A maioria dos comboios (62) será utilizada nos serviços urbanos da CP: 34 unidades vão servir para a Linha de Cascais e substituir material com mais de 60 anos; 16 destinam-se aos serviços urbanos de Lisboa, nas linhas de Sintra, Azambuja e Sado; haverá ainda 12 automotoras para os serviços urbanos do Porto.

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Nos serviços urbanos, "fica ainda em aberto a opção de se adquirir até mais 36 unidades: 24 para a Grande Lisboa e 12 para o Grande Porto", acrescentou o ministério de Pedro Nuno Santos em comunicado posterior ao Conselho de Ministros.

A CP também está autorizada a lançar o concurso para comprar 55 novos comboios regionais. Atualmente, este serviço baseia-se sobretudo nas mais de 50 unidades da série UTE 2240, com mais de 50 anos de serviço. A última modernização foi feita entre 2003 e 2005 e levou estes comboios a ficarem conhecidos, entre os ferroviários, como "Lili Caneças".

A aquisição deste material circulante estava prevista nas Grandes Opções do Plano 2021-2023, entregue com o Orçamento do Estado para 2021. O documento também contemplava o lançamento do concurso de 12 automotoras para o serviço de longo curso. Para já, não foi discutida esta aquisição.

Centro de Guifões

Também na ferrovia, vai avançar o centro de competências para esta área, que ficará instalado em Guifões, em Matosinhos. Pensado desde os anos 80, o centro irá nascer com um investimento de 12 milhões de euros ao longo dos próximos cinco anos, dos quais 6,35 milhões serão colocados logo no arranque.

22 automotoras

Foi aprovada a reprogramação do financiamento para a compra de 22 novas automotoras para o serviço regional. O concurso foi autorizado pelo Governo em setembro de 2018; quase três anos depois, o processo está parado no Tribunal de Contas, que aguarda novos elementos da CP.

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