Comércio

Compras de Natal fizeram recuperar a Economia

Compras de Natal fizeram recuperar a Economia

O Natal foi a altura do ano passado com maior dinamismo económico, fruto de um aumento da procura por causa das compras festivas. Esta foi a conclusão a que chegou o Relatório do Estado de Emergência, que vai ser discutido quarta-feira no Parlamento. As vendas aumentaram 20%.

A "Black Friday" já tinha suscitado um aumento da procura, superior ao de todos os meses da pandemia, durante o ano passado. Mas foram as compras natalícias que fizeram disparar os fatores de dinamismo económico, com um acréscimo de 20% no volume de vendas. Prevê-se, contudo, que os primeiros meses deste ano ditem um novo decréscimo, avisa o Relatório do Estado de Emergência, que vai ser discutido, na quarta-feira, no Parlamento.

No documento, da responsabilidade do Ministério da Administração Interna (MAI), revela-se que, "na quinzena compreendida entre os dias 24 de novembro e 8 de dezembro, verificou-se um dinamismo superior da atividade económica", fruto a um aumento da procura, que cresceu ainda mais na terceira quinzena do Estado de Emergência e atingiu o auge nas vésperas do Natal.

"Entre a segunda e terceira etapas desta nova fase, prevê-se que tenha ocorrido uma variação positiva da procura. Variação esta que representa, assim, a continuidade de uma tendência ascendente. Por conseguinte, estima-se que os índices de produção e a comercialização de bens de consumo tenham aumentado, face ao que se registou em novembro", lê-se no relatório.

Segundo o documento do MAI, os dias 11 e 18 de dezembro foram os que tiveram procura mais intensa. "Procura que viria a crescer com a aproximação da efeméride, naquele que foi o período com o maior volume de compras, desde a identificação do primeiro caso de infeção em Portugal", lê-se.

"Em particular, as vésperas da consoada e do dia de Natal significaram o culminar de um processo crescente, assente na evolução das deslocações a estabelecimentos comerciais, supermercados e farmácias. Algo que também se verificou ao nível do transporte aéreo", especifica-se, no relatório, apontando-se um aumento de 20% no volume de vendas.

"Instigada pelo dinamismo característico da época, a atividade económica atingiu patamares nunca verificados durante a conjuntura pandémica", conclui-se, embora se avise que "é expectável que o próximo ciclo da atividade económica seja distinto, sendo esperado um abrandamento do consumo".

PUB

Seis pessoas detidas e 379 coimas aplicadas

Entre os dias 9 e 23 de dezembro, foram detidas seis pessoas, todas residentes em concelhos de risco moderado: três por desobediência à obrigação de confinamento obrigatório, uma por desobediência às regras relativas ao encerramento de instalações e estabelecimentos e duas por resistência/coação. Nesse período, foram encerrados 40 estabelecimentos e aplicadas 379 coimas: 77 em concelhos de risco moderado, 169 em concelhos de risco elevado e 133 em concelhos de risco muito elevado e extremo. A maior parte das coimas referiram-se a incumprimento de distanciamentos em estabelecimento e não uso de máscara.

Segundo o relatório do MAI, durante esse período foram controladas 886 pessoas nas fronteiras, além de 503 veículos ligeiros e 17 autocarros. "Já no que concerne às fronteiras aéreas, entre 9 e 23 de dezembro, foram controlados 133.757 passageiros dos quais 69.950 à entrada e 63.807 à saída, mantendo-se o aeroporto de Lisboa como a fronteira com maior afluência de passageiros", revela-se ainda.

42 casos positivos nas prisões

Entre os dias 9 e 23 de dezembro, existiam 42 casos positivos em estabelecimentos prisionais: 29 de trabalhadores (22 guardas prisionais, 1 profissional de saúde, 1 Técnico Profissional de Reinserção Social e 5 de outras categorias profissionais) e 13 reclusos.

O relatório do MAI dá como resolvidas as situações de covid-19 verificadas nos Estabelecimentos Prisionais de Faro, Guimarães, Izeda, Lisboa, Tires e de Santa Cruz do Bispo (feminino). E revela que "há 778 casos recuperados, sendo 272 de trabalhadores, 500 de reclusos, 2 de crianças filhas de reclusa do E. P. Tires e 4 de jovens internados em Centros Educativos".

Sobrelotação "pontual" nos transportes

Em termos de transportes, o MAI concluiu que foi dada "resposta adequada às necessidades de mobilidade das pessoas, assegurando as limitações de ocupação dos veículos recomendadas pela Direção Geral da Saúde (2/3 da lotação dos veículos)".

Isto apesar de, no Metropolitano de Lisboa terem-se registado "pontualmente" casos de "ultrapassagem dos 66,6% da carga de alguns comboios em circulação". Situação justificada com casos de "absentismo de maquinistas e avarias de comboios, que originam perturbações na regularidade da circulação".

Também no Metro do Porto, embora se tenha verificado "uma redução do nível de ocupação dos veículos", ocorreram igualmente "situações pontuais", em concreto 11, "com procura acima do limiar dos 2/3 da lotação".

"Numa análise mais global, verifica-se que 99% das viagens realizadas em hora de ponta têm uma ocupação inferior a 140 passageiros, com uma média de 68 passageiros/veículo, dentro das indicações legais para o período da pandemia. A ocupação máxima detetada foi de 175 passageiros/veículo", conclui-se.

Mais de mil positivos em lares

O relatório do Estado de Emergência revela ainda que, até ao dia 28 de dezembro, foram realizados 67.522 testes em lares de terceira idade, os quais permitiram detetar 1.124 casos positivos em 467 respostas sociais.

Esses testes dirigiram-se sobretudo aos recursos humanos de lares com mais de 50 utentes.

Nove mil positivos nas escolas

Segundo o relatório do MAI, até ao final do primeiro trimestre de aulas, fora, detetados nove mil casos positivos nas escolas, o que obrigou a que 800 turmas tivessem que ter aulas em casa.

Ainda assim, o Governo considera que "o balanço dos três primeiros meses do ano letivo 2020/2021 é muito positivo, tendo as atividades letivas e não letivas presenciais decorrido dentro da normalidade, no respeito pelas recomendações da DGS".

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG