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Comprimido que previne VIH ainda só chega a 10% dos que precisam

Comprimido que previne VIH ainda só chega a 10% dos que precisam

Terapêutica deveria ser dispensada a dez mil pessoas em Portugal, para ter eficácia do ponto de vista da saúde pública, mas apenas pouco mais de mil têm acesso nos hospitais públicos.

Ainda só há entre mil a 1500 pessoas a fazerem profilaxia pré-exposição da infeção por VIH (PrEP) em Portugal, cerca de 10% do desejável. O medicamento que previne a infeção em caso de comportamentos de risco é de dispensa exclusiva hospitalar, mas a Direção-Geral da Saúde (DGS) está a trabalhar para alargar a farmácias, centros de saúde e unidades privadas. Muitas consultas para a PrEP ficaram suspensas na pandemia e as associações denunciam que os constrangimentos se mantêm. Segundo Isabel Aldir, diretora do Programa Nacional para a Infeção VIH/sida, ainda se está a avaliar o "impacto".

Para haver benefício máximo em termos de saúde pública na utilização da PrEP, estima-se que a terapêutica, gratuita para o utente, deveria chegar às dez mil pessoas, mas o país tem pouco mais de mil utentes em PrEP. E a pandemia veio dificultar mais ainda os objetivos. "Durante o confinamento, muitas pessoas deixaram de ter acesso à PrEP. Mas também muitas deixaram de ter comportamentos de risco. Os sítios de diversão noturna fecharam, mesmo os contactos em ambientes privados deixaram de existir", explica Isabel Aldir.

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