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Concurso da Fundação para a Ciência e Tecnologia deixa investigadores à deriva

Concurso da Fundação para a Ciência e Tecnologia deixa investigadores à deriva

Depois de, no último concurso de projetos de investigação científica da Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT), apenas 312 trabalhos terem conseguido financiamento, são muitos os investigadores que, agora, não sabem como irão desenvolver a sua atividade. Para acabar com abusos - um investigador chegou a apresentar 18 candidaturas -, o ministro da Ciência mudou as regras.

"Só podem apresentar uma candidatura e, se tiverem um projeto aprovado no anterior, não podem concorrer", revela Manuel Heitor ao JN. Refira-se que, de um total de 5847 candidaturas, apenas 5,3% foram consideradas elegíveis para um financiamento global de 75 milhões de euros. Dos que se propuseram a concurso, 3317 conseguiram uma pontuação igual ou superior a 7 (de muito bom para cima), sendo assim considerados para financiamento. Um "volume exagerado" de propostas, que se explica no facto de haver investigadores a apresentarem mais de 10 candidaturas, explica o governante.

O concurso, agora aberto, aperta as regras a uma candidatura por pessoa e com um apelo de Manuel Heitor à "responsabilidade social". Caso contrário, garante, a tutela "pode apertar mais as regras no próximo concurso", nomeadamente pondo um limite de projetos por centro de investigação.

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