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Confiança dos portugueses nas instituições políticas é elevada mas está a cair

Confiança dos portugueses nas instituições políticas é elevada mas está a cair

A confiança nas instituições políticas em Portugal é elevada mas já foi superior no passado recente. Em novembro, em pleno outono, 43% dos portugueses afirmava confiar no Governo, 37% no parlamento e 17% nos partidos políticos, revela o Eurobarómetro sobre a Opinião Pública na União Europeia.

Na primavera de 2018, 55% dos portugueses mostrava estar confiante em relação ao atual Governo. Valor superior foi atingido na primeira de 2017, altura em que essa percentagem chegou a 56% e terá atingido o pico. Portanto, apesar de alta, a taxa de confiança do Governo tem vindo a descer.

A oscilação na ordem dos 9, 12 pontos percentuais revela, porém, uma diferença em relação à média dos indicadores europeus. Parece que os portugueses estão mais permeáveis a mudanças de sentimentos. A média do resto da Europa aponta uma taxa de confiança que ronda os 35%, taxa essa que não tem sofrido grandes alterações. A linha longitudinal tem-se mantido estável, entre os 37% e os 35%.

Outro aspeto que separa radicalmente os portugueses dos restantes países do Sul da Europa parece ser a preocupação do desemprego, que, entre nós, caiu drasticamente. Vejamos: no outono de 2016, 58% dos portugueses estava preocupado com o desemprego; no outono de 2018, apenas 27% dos inquiridos.

"Este facto está a distinguir Portugal de outras democracias do Sul da Europa", evidencia o relatório. Em Espanha, Itália e Grécia, cerca de metade dos entrevistados ainda assinala a questão do emprego como o principal problema.

O que é que está a tirar mais horas de sono aos portugueses? Tendo em conta este relatório, publicado esta segunda-feira, que se baseia em inquéritos realizados durante o último mês de novembro, a saúde e as questões relacionadas com a segurança social (33%). Em segundo lugar, eis que está o aumento dos preços e o custo de vida; em terceiro, o desemprego; em quarto as reformas; em quinto, as pensões; em sexto, os impostos. Seguindo-se a situação económica, a dívida do governo, o sistema educativo, a habitação, o crime, e a imigração.

Em último, estão o ambiente, nomeadamente as questões climáticas e energéticas, e o terrorismo, com 3% e 1%, respetivamente. Portanto, os problemas menos importantes do país são ambiente e terrorismo. Na média europeia, o terrorismo preocupa 8% dos ouvidos para este levantamento e, o ambiente, 14% dos cidadãos europeus.