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Confinamento: ansiedade e falta de sol fazem disparar insónias

Confinamento: ansiedade e falta de sol fazem disparar insónias

A pandemia está a mexer com o sono dos portugueses. As mudanças de rotina, como o confinamento e o teletrabalho, a falta de exposição solar e a ansiedade por "medo de perder o emprego", por "problemas financeiros" ou por "conflitos familiares" comprometem a hora de adormecer.

As razões são apontadas por Sílvia Correia, pneumologista, especialista em medicina do sono e coordenadora do Laboratório de Sono do Hospital Pedro Hispano, em Matosinhos. No hospital, fazem-se cerca de 1200 consultas do sono por ano. Os principais problemas prendem-se com insónias e apneia do sono.

"A insónia é muito frequente na nossa população e disparou ainda mais com a pandemia. Estamos a dormir pior. Portugal é um dos países que mais medicamentos usa para dormir na Europa", referiu, ao JN, Sílvia Correia, explicando, ainda, que a ausência de horários para deitar e para despertar acabam por contribuir para "uma desregulação do ritmo circadiano".

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