Proteção

Confinamento levou 1250 crianças em risco de volta à escola

Confinamento levou 1250 crianças em risco de volta à escola

Durante o último confinamento, 1250 crianças foram encaminhadas pelas Comissões de Proteção de Menores e Jovens (CPCJ) nas escolas de acolhimento abertas para receber os filhos dos profissionais de saúde.

O número foi avançado por Rosário Farmhouse, presidente da Comissão Nacional de Promoção dos Direitos e Proteção das Crianças e Jovens (CNPDPCJ) durante a conferência virtual "Cuida bem de mim - Os desafios da primeira infância".

"O tempo em que as crianças não têm de estar presencialmente nas escolas, creches e jardins de infância compromete a capacidade de atenção e de vigilância, mas as Comissões de Proteção de Crianças e Jovens não baixaram nunca os braços, mantêm-se firmes, reinventaram-se e mantêm a sua atenção, contacto e acompanhamento de milhares de crianças e famílias que precisam de especial ajuda e apoio", frisou Ana Mendes Godinho, ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social que também participou na conferência.

A pandemia de covid-19 colocou "o grande desafio de continuar a assegurar de forma adequada" a prevenção dos direitos das crianças e jovens. A ministra adiantou que o período em que os alunos têm estado fora dos estabelecimentos de ensino comprometeu a vigilância sobre situações que requerem atenção.

No mês da Prevenção dos Maus-Tratos na Infância que se inicia esta quinta-feira, Ana Mendes Godinho revelou que a linha telefónica Crianças em Perigo (961 231 111), criada durante a pandemia, recebeu desde maio do ano passado "854 chamadas e 1421 comunicações", feitas por crianças e jovens em risco e por adultos.

"Os maus-tratos são transversais a todas as classes sociais, não existem mais maus-tratos numa classe ou noutra, podem existir contextos que potenciam os maus-tratos", reforçou Rosário Farmhouse, presidente da Comissão Nacional de Promoção dos Direitos e Proteção das Crianças e Jovens (CNPDPCJ), frisando ainda a importância de começar pela desconstrução de alguns mitos como o da "palmada educativa". "A violência não educa", referiu.

Em 2020, as CPCJ acompanharam 18 mil crianças até aos 3 anos de idade.

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