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Conselho Nacional do PSD aprovou linhas gerais do programa eleitoral

Conselho Nacional do PSD aprovou linhas gerais do programa eleitoral

O Conselho Nacional do PSD aprovou, esta quarta-feira de madrugada, as linhas gerais do programa eleitoral do partido, com uma abstenção e sem votos contra. O PSD compromete-se a adoptar com urgência um "programa de estabilização financeira" e um "programa de emergência social". Passos Coelho diz que a campanha eleitoral "vai ser extremamente dura".

O documento aprovado foi proposto ao Conselho Nacional pela Comissão Política do PSD. Conselheiros nacionais presentes na reunião revelaram à Agência Lusa que a única abstenção foi do sindicalista Bettencourt Picanço.

O presidente do PSD considerou, perante o Conselho Nacional, que a próxima campanha eleitoral "vai ser extremamente dura".

Segundo fonte social-democrata, citada pela Agência Lusa, Passos Coelho deu como exemplo a reacção dos socialistas às suas afirmações sobre um eventual aumento do IVA, que disse ter consistido numa distorção das suas palavras.

No discurso que fez na abertura da reunião do Conselho Nacional do PSD, Passos Coelho defendeu que o Governo do PS está sem uma mensagem de confiança e que se vai apresentar às próximas eleições tendo como programa o Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC) chumbado pelo Parlamento.

Passos Coelho apelou à unidade dos sociais-democratas e agradeceu aos seus ex-adversários José Pedro Aguiar-Branco e Paulo Rangel pela forma como têm colaborado com a sua direcção.

Linhas gerais do programa do PSD

Nas linhas gerais do programa eleitoral aprovado, "o PSD assume o compromisso de que um futuro Governo por si liderado procederá à urgente aplicação" de dois programas.

A direcção de Passos Coelho compromete-se a apresentar um "programa de estabilização financeira" que "integre soluções capazes de dar resposta aos problemas do endividamento externo e da dívida pública e que contribua para o fortalecimento do sistema financeiro, peça essencial no processo de intermediação do crédito"

Quanto ao "programa de emergência social", a direcção do PSD promete "soluções inovadoras e consistentes para combater o flagelo número um com que as pessoas e as famílias se confrontam - o desemprego - e que ajude a inverter a tendência para o crescimento dos números da pobreza e da exclusão social" que dizem ser de "uma dimensão nunca antes atingida".

"Independentemente de ter de se desdobrar em medidas destinadas a ser implementadas no espaço de uma legislatura, um programa de Governo elaborado e apresentado nas circunstâncias dramáticas em que Portugal vive tem também de se traduzir em compromissos de actuação urgente nas áreas que exigem uma intervenção prioritária", lê-se no documento da Comissão Política do PSD.