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Contas do Estado "estão a precisar de ser auditadas"

Contas do Estado "estão a precisar de ser auditadas"

As contas que o Governo enviou aos partidos sobre o impacto dos aumentos das pensões na sustentabilidade da Segurança Social (SS) não são rigorosas, levantam a dúvida quanto às projeções dos diferentes orçamentos do Estado (OE) e podem esconder um buraco maior do que se imagina, defendem partidos da Oposição e economistas.

Segundo o Governo, o aumento que foi proposto para as reformas vai antecipar o saldo negativo da SS para o final desta década, em vez de no início da década de 2040. "Mas o aumento já estava previsto na lei. Estas contas deviam suscitar uma auditoria imediata por parte do Tribunal de Contas, do Conselho de Finanças Públicas e até da Unidade Técnica de Acompanhamento do Orçamento do Estado", pediu Jorge Bravo, professor de Economia e Finanças da Universidade Nova de Lisboa.

"Acho absolutamente inaceitável que o Governo tenha dito que precisava de cortar na evolução das pensões sem nunca mostrar cálculos. E depois de o Bloco de Esquerda exigir esses cálculos, ter mandado um documento que é mais um truque", acusou Catarina Martins, depois de ver as contas do Gabinete de Estratégia e Planeamento do Ministério do Trabalho e Segurança Social. Os técnicos deste gabinete e a ministra Ana Mendes Godinho já foram chamados ao Parlamento para explicar as contas.

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