Covid-19

Coordenador da task force para testagem: capacidade em Portugal "deixa-nos tranquilos"

Coordenador da task force para testagem: capacidade em Portugal "deixa-nos tranquilos"

O coordenador da task-force para a promoção do Plano de Operacionalização da Estratégia de Testagem em Portugal, Fernando Almeida, garantiu esta quarta-feira que "temos uma capacidade de testagem no país que nos deixa tranquilos". Hoje trabalham em rede "cerca de 160 laboratórios" para realizar testes PCR, além de 600 entidades autorizadas a fazer testes rápidos de antigénio e outras quatro entidades autorizadas a disponibilizar autotestes.

"Começámos há um ano apenas com um laboratório, o Instituto Nacional de Saúde Ricardo Jorge, mas já conseguimos que pelo menos 160 laboratórios tivessem capacidade laboratorial de PCR. Temos essa capacidade espalhada por todo o país. Todo o setor público tem essa capacidade instalada - houve até um investimento de 8,4 milhões de euros na melhoria da capacitação de testagem", afirmou o também diretor do Instituto Nacional de Saúde Ricardo Jorge durante a audição parlamentar, na Comissão de Saúde e Comissão Eventual para o acompanhamento da aplicação das medidas de resposta à pandemia e do processo de recuperação económica e social.

Nesse universo de "cerca de 160 laboratórios" encontram-se 26 instituições ligadas às universidades e 86 entidades privadas. "Para além disso, temos cerca de 600 entidades [desde laboratórios a farmácias] autorizados a fazer os testes rápidos de antigénio", acrescentou.

Segundo o coordenador da task-force para a promoção do Plano de Operacionalização da Estratégia de Testagem em Portugal, "a testagem diminuiu porque houve uma diminuição da incidência". "A título de exemplo, no dia 22 janeiro, fizemos 77 mil testes e a taxa de positividade era de 20%. Ontem, dia 20, foram realizados 64 682 testes, só que a taxa de positividade é de 1%. Há, por semana, um aumento declarado e evidente de testes. E há outra alteração: a partir de agora, cerca de 60% destes testes são de antigénio, ou seja, há aqui já uma mudança científica, logística e financeira, porque estes testes são incomensuravelmente mais baratos que os PCR", explicou.

Estes números devem-se, de acordo com Fernando Almeida, à implementação dos autotestes, em que Portugal foi pioneiro, e para os quais falta estabelecer ainda um sistema de resposta rápida. De acordo com o responsável, a opção das autoridades de saúde foi "disponibilizar já esta ferramenta", antes de a plataforma, que se encontra a ser ultimada, estar pronta. Neste momento, o resultado pode ser comunicado via SMS ou chamada telefónica para a linha SNS24, existindo já "quatro empresas a distribuir este tipo de testes, em farmácias ou parafarmácias".

Fernando Almeida sublinhou que a estratégia do plano assenta em "testar com critério e ter critério na testagem" uma vez que "testar e rastrear implica capacidade de resposta", que é limitada e não pode ser comprometida. "Portanto, nós temos que utilizar muito bem a nossa capacidade de testagem para o que é importante testar e detetar, e é nesses conceitos que nos devemos focar", disse, referindo que uma das estratégias previstas para um futuro próximo passa por instalar postos de testagem junto das comunidades, que pretendem abranger "as populações de maior risco".

O coordenador da task force explicou ainda que o programa de testagem "é dinâmico", sujeito a ajustes em função da situação epidemiológica do país, para além de ser "inclusivo e participativo". O objetivo é, por isso, incluir todas as empresas e entidades na testagem, às quais é disponibilizado um manual com todas as indicações para que, enquanto durar a pandemia, a testagem seja banal e normalizada. Neste modelo estão já envolvidas cerca de 300 empresas, a maioria de administração do Estado, que implementaram planos de teste internos.

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Fernando Almeida garantiu ainda que, numa empresa, "se houver um caso positivo, é testado todo o universo" de pessoas que partilhou o mesmo ambiente que o caso positivo". Assegurou também que "todos os setores vão ser convocados para uma campanha de testagem".

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