Gouveia e Melo

Autoagendamento a partir dos 20 anos deverá começar para a semana

Autoagendamento a partir dos 20 anos deverá começar para a semana

O coordenador da "task-force" da vacinação da covid-19, o vice-almirante Henrique Gouveia e Melo, garante que o objetivo de ter 70% da população vacinada até 15 de agosto não está comprometido com a falta de vacinas e afirmou que o autoagendamento para pessoas a partir dos 20 anos deverá arrancar para a próxima semana,

"Temos sofrido alguns contratempos, a população tem de perceber que há algumas desacelerações, mas o plano está dentro dos objetivos. Entre 8 e 15 de agosto atingimos 70% da população vacinada com pelo menos uma dose e, em fim de setembro, teremos toda a população elegível com a primeira dose, o que significa a libertação da economia", assegurou, esta quarta-feira, no final de uma conferência na Universidade de Coimbra.

O coordenador assegura que estas oscilações estão planeadas desde o início, consoante o número de vacinas, e garante não haver problemas com o autoagendamento.

"Vou fazer uma analogia: todas as semanas parte um comboio com um número de lugares e as pessoas reservam o seu lugar. Quando terminam os lugares, as pessoas têm de esperar por outro comboio. Dizemos que 70% da população está vacinada entre 8 e 15 de agosto e ainda estamos em julho. As pessoas vão-se autoagendando conforme as vagas vão abrindo", compara.

O responsável pela task force afirmou ainda que o autoagendamento para pessoas a partir dos 20 anos deverá acontecer, "em princípio, para a semana".

"Às pessoas com 20 anos peço-lhes um bocado de paciência, mas têm que esperar", frisou, salientando que não são abertos processos de autoagendamento "para fazer filas de espera".

Gouveia e Melo referiu que a vacinação tem de ser vista como "uma espécie de uma onda", em que há momentos em que mais vacinas disponíveis e é aumentado o ritmo e outros em que é necessário baixar o ritmo face à escassez.

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"Nas últimas duas semanas vacinámos muito, agora vacinamos menos e depois haverá um período em que vamos voltar a vacinar mais. Faz parte do processo", explicou.

Questionado pela agência Lusa sobre os problemas no autoagendamento, o coordenador do plano frisou que este processo "está a funcionar normalmente".

"Todas as semanas parte um comboio com um determinado número de lugares. As pessoas autoagendam-se para esse comboio. Quando o comboio parte, não há mais lugares e as pessoas têm de esperar pela semana seguinte", aclarou, salientando que se não houvesse espera significava havia "milhões de vacinas disponíveis para dar".

Gouveia e Melo escusou-se a dizer quais os concelhos onde há mais falta de vagas para o autoagendamento da vacinação, explanando apenas que o ritmo é reduzido em populações com uma maior taxa de vacinação para compensar as que "estão menos avançadas".

O coordenador da 'task force' mostrou-se ainda bastante otimista em relação à aceitação da vacina por parte da população mais jovem, considerando que, ao contrário do que se regista em alguns países, os jovens portugueses querem ser vacinados.

"Os nossos jovens estão muito esclarecidos", frisou.

*Com Lusa

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