Três anos de Governo

Costa fala em mais cinco mil alojamentos para estudantes até 2021

Costa fala em mais cinco mil alojamentos para estudantes até 2021

No dia em que se assinalam os três anos do Governo de António Costa, o primeiro-ministro e os ministros do Executivo estiveram, esta segunda-feira da manhã, a participar num debate aberto aos cidadãos na Reitoria da Universidade do Minho, em Braga.

Habitação para estudantes

Questionado pelo estudante Alexandre Carvalho sobre a razão pela qual o dinheiro disponível para a Banca não é canalizado para a área da Educação, nomeadamente de forma a acabar com as propinas no Ensino Superior e aumentar o número de camas para os alunos, Costa respondeu que o Governo não tem investido na Banca, e que está sim a emprestar dinheiro que vai ser recuperado mais tarde. Sublinhou ainda que vai ser lançado o Plano Nacional de Alojamento do Ensino Superior, prevendo a criação de cinco mil alojamentos para estudantes até 2021.

Em outubro, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (MCTES) já tinha anunciado, para 2019, mais 700 camas em novas residências estudantis, que iriam resultar da reabilitação de 12 imóveis. No total, com a reabilitação destes alojamentos, existirá em 2021 uma oferta de 2000 novas camas espalhadas pelas regiões de Aveiro, Coimbra, Covilhã, Évora, Guarda, Leiria, Lisboa, Portalegre, Porto, Vila Real e Viseu, indicou o MCTES ao "Público" na altura.

Trabalho precário e falta de apoios

A aluna Cristiana Gião questionou António Costa sobre o facto de a precariedade laboral não ter acompanhado o trajeto de redução do desemprego. O primeiro-ministro respondeu que, para aumentar a produtividade, é fundamental o combate ao trabalho precário, adiantando que a lei prevista vai, por exemplo, penalizar empresas que promovam rotatividade de trabalhadores. E destacou ainda que, dos 341 mil novos empregos criados desde 2016, 87% correspondem a contratos sem termo, ou seja, definitivos.

Em relação à falta de apoios para famílias com pessoas com deficiência, questão levantada por Carla Gomes, o ministro do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Vieira da Silva, disse que a nova prestação social da inclusão vai abranger 88 mil beneficiários.

Combate à corrupção

Sobre o combate à corrupção, de que falou um aluno daquela universidade presente na plateia, o primeiro-ministro afirmou que o mesmo "é uma prioridade central de qualquer democracia", mas admitiu que "faltam meios" em Portugal para levar a cabo esse combate. "O que falta em Portugal não é mais legislação. Faltam meios e falta uma consciência cada vez mais alargada (para a corrupção)", disse António Costa.

No entanto, ressalvou que as autoridades policiais e judiciárias "dispõem hoje de meios de que não dispunham" antes para o combate à corrupção e aludiu a "um conjunto de instrumentos" ao dispor das autoridades, nomeadamente o recurso a agentes infiltrados. O primeiro-ministro adiantou ainda que vai ocorrer "um reforço de meios" da Polícia Judiciária, para a dotar "de melhores condições para esse combate fundamental".

Enfermeiros exaustos

Maria Fernanda, ex-aluna e atual enfermeira gestora, questionou o primeiro-ministro acerca da problemática do síndrome de "burnout" de que os enfermeiros são vítimas e que se manifesta através de sintomas de exaustão. Costa defendeu-se com o alargamento do regime das 35 horas semanais, mesmo para profissionais cujos contratos previam 40 horas de trabalho. Também apontou a necessidade de melhorar, por exemplo, os serviços de cuidados continuados para aliviar a pressão nas unidades hospitalares.

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