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Costa assume meta de 26 mil camas para estudantes deslocados até 2026

Costa assume meta de 26 mil camas para estudantes deslocados até 2026

António Costa anunciou, esta quinta-feira, um reforço de 72 milhões de euros no Plano Nacional de Alojamento Estudantil (PNAES) para a reabilitação e construção de residências para estudantes deslocados do ensino superior. O primeiro-ministro aponta meta de 26 mil camas até ao final de 2026.

No discurso de encerramento da cerimónia de assinatura dos contratos de financiamento do PNAES, na Academia de Ciências, em Lisboa, o primeiro-ministro prometeu "metas ambiciosas" para conseguir ultrapassar uma das maiores barreiras no acesso ao ensino superior: a falta de alojamento a preços acessíveis.

O líder do Governo admite que a "irreversível" liberalização do mercado da habitação e o crescimento da procura turística do país - situação que converte muitas habitações em alojamento local - tem "aumentando significativamente a pressão sobre o custo do alojamento".

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Nesta cerimónia, que teve também a presença da ministra da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Elvira Fortunato, e da ministra da Presidência, Mariana Vieira da Silva, 73 promotores - desde universidades e politécnicos, municípios, entidades sociais, a outros organismos públicos - assinaram os contratos relativos aos 119 projetos financiados em 375 milhões de euros pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), já assegurados entre maio e julho deste ano, para a construção de raiz de 23 novas residências e a reabilitação de 96 edifícios em 51 municípios, para um total de 15800 camas.

De acordo com António Costa, a necessidade de diversificar a oferta de alojamento como resposta aos interesses e motivações dos jovens levou o Governo a reforçar o orçamento inicial em 72 milhões de euros. Vão ser financiados mais 15 projetos destinados à construção de outras 10 novas residências e a reabilitação de dois edifícios em mais três concelhos. O Governo prevê assim um aumento de 2439 camas.

Em linhas gerais, António Costa salientou que vão ser garantidos mais 9400 lugares em residências, construídas ao longo dos próximos quatro anos. Assim, de 15 mil Portugal vai passar para 26 mil camas em 246 residências públicas até ao final de 2026. Estabeleceu ainda como metas estratégicas para a melhoria das qualificações até 2030 a frequência no ensino superior de seis em cada dez jovens de 20 anos e que 50% de pessoas entre os 30 e os 34 anos tenham concluído o ensino superior.

O primeiro-ministro apontou ainda os avanços conseguidos nos últimos 20 anos para que Portugal conseguisse "vencer o défice das qualificações" e que são atualmente 138 as localidades com oferta ao nível do ensino superior.

Relembre-se que 33% dos estudantes no ensino superior público frequentam instituições de ensino fora da sua área de residência, ocupando 14% das camas disponíveis. Este ano as 157 residências públicas conseguiram garantir 15073 camas a estes estudantes.

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