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Crise energética

Costa avisa que apoio às empresas tem de ser igual em toda a UE

Costa avisa que apoio às empresas tem de ser igual em toda a UE

António Costa avisou esta sexta-feira, à margem da cimeira informal da União Europeia (UE), em Praga, que "todos os estados-membros devem ter a mesma capacidade de apoiar as empresas" face à crise energética, caso contrário os apoios provocarão "assimetrias" no mercado europeu. Prometeu ainda insistir com a França para que volte a dizer "sim" às interconexões de gás e eletricidade, como fez "em Lisboa", após Macron ter voltado a rejeitar um gasoduto que ligue a Península Ibérica ao resto da Europa.

"Deixar isto nas mãos de cada estado é criar assimetrias no mercado interno", afirmou o primeiro-ministro português após ter debatido com os outros estados europeus a resposta à crise energética em Praga, República Checa.

Costa relatou em declarações aos jornalistas que vários países acompanharam esta sua posição de que é necessário "assegurar que todos os estados têm condições apoiar as empresas", desta vez para manterem a sua atividade e não para a suspenderem como aconteceu durante a pandemia da covid-19.

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Antes, questionado sobre o acolhimento da sua proposta para baixar os preços suportados por consumidores vulneráveis e empresas, o chefe do Governo português recordou que, "na própria carta da presidente da Comissão Europeia, uma das medidas a trabalhar é a fixação de um preço máximo para o gás", algo que "15 estados-membros defenderam expressamente".

"Macron assinou declaração em Lisboa"

António Costa prometeu, entretanto, insistir com a França no sentido de viabilizar as interconexões do gás e da eletricidade. Instado sobre se iriam desistir da sua posição perante a resistência manifestada por Emmanuel Macron, assegurou que não. "É preciso insistir", afirmou, lembrando que Macron assinou a declaração em Lisboa para reforço das interconexões. "O não da França não é novo. Tem sido entremeado com 'sins'. Agora está na fase do não. Esperemos que rapidamente volte à fase do sim", afirmou o primeiro-ministro.

"O presidente Macron que disse não é o mesmo presidente Macron que, em 2018, assinou em Lisboa uma declaração que previa quer o incremento das interconexões elétricas, quer o incremento das interconexões gasíferas", especificou, remetendo para a Cimeira das Interligações que decorreu em Lisboa.

Oposição a gasoduto que ligue Península Ibérica

No âmbito da cimeira preparatória do Conselho marcado para 20 e 21 deste mês, altura em que haverá conclusões sobre as medidas a tomar, o presidente francês voltou quinta-feira a manifestar a sua oposição a um gasoduto que ligue a Península Ibérica ao resto da Europa, argumentando que a Europa deve sim investir nas interconexões elétricas.

Bruxelas "no bom sentido das propostas de Portugal"

De resto, o primeiro-ministro destacou que as propostas da Comissão Europeia "vão no bom sentido das propostas de Portugal para fixar um preço máximo para o gás, desenvolver uma plataforma de compras conjuntas de gás e reforçar a unidade do mercado da energia". E reforçou que esta cimeira em Praga "não é ainda para conclusões".

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