Reestruturação

Costa avisa que TAP "não pode ser uma companhia de Lisboa"

Costa avisa que TAP "não pode ser uma companhia de Lisboa"

O primeiro-ministro defendeu, esta segunda-feira, que espera que a TAP não se torne um vício caro para o Estado, como acusou o autarca do Porto, Rui Moreira, e garantiu que o Governo já avisou a companhia que não pode ser "de Lisboa mas do país e dos portugueses". Quanto aos 1600 despedimentos, justificou-os com a necessidade de a empresa "sobreviver" à pandemia.

"A indicação muito clara que temos dado à TAP é que tem de ter noção que não pode ser uma companhia de Lisboa. Tem de ser uma companhia do país, dos portugueses. Tem uma função essencial de assegurar a ligação a todo o território nacional, às comunidades portuguesas em todo o mundo, além de ser um instrumento essencial da internacionalização da nossa economia e turismo", assegurou António Costa, na noite desta segunda-feira, numa entrevista à TVI, onde foi confrontando com as críticas do presidente da Câmara Municipal do Porto, Rui Moreira, ao facto de a transportadora nacional prever na sua reestruturação financeira a suspensão de voos a partir da Invicta.

Moreira tinha sinalizado a TAP corre o risco de se tornar um "vício caro" para o Estado. Costa foi taxativo a retorquir, esta segunda-feira: "Espero que não".

Questionado se poderia assegurar que o plano de reestruturação não tornará a TAP um buraco sem fundo, recusou "assumir essa garantia". "Não posso dar garantias quando não estou certo de que as possa honrar", frisou, salientando que há "um plano de reestruturação que está em curso", que ainda tem de receber luz verde da Direção da Concorrência em Bruxelas.

Já sobre os 1600 despedimentos que estão previstos até ao final do ano na companhia, Costa garantiu que não há alternativa.

"Custa a qualquer pessoa mandar alguém para o desemprego. O plano de reestruturação está a ser feito. Muita vezes uma empresa, para sobreviver e para proteger o essencial da sua atividade e o essencial dos seus postos de trabalho, tem de sacrificar alguns, em circunstâncias tão adversas como aquela que estamos a viver", defendeu, lembrando que o próprio "programa de expansão da TAP foi sacrificado".

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