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Costa dissocia-se de expressão utilizada por Rosa Mota para classificar Rui Rio

Costa dissocia-se de expressão utilizada por Rosa Mota para classificar Rui Rio

O secretário-geral do PS reagiu esta sexta-feira à expressão "nazizinho", utilizada por Rosa Mota para qualificar Rui Rio, afirmando que "nunca" utilizou esse termo e que, apesar de estar muito grato pelo apoio da maratonista, "cada um fala por si".

"Eu estou muito grato pelo apoio que ela me deu, estou muito grato pelos apoios de todos os cidadãos e cidadãs independentes, [que] quiseram expressar o seu apoio. Naturalmente cada um fala por si, eu falo por mim e nunca utilizei essa expressão", afirmou António Costa.

O secretário-geral do PS respondia aos jornalistas numa arruada na Guarda, reagindo às palavras proferidas pela maratonista e campeã olímpica Rosa Mota que, numa ação de campanha do PS hoje de manhã em Monsanto, Lisboa, apelidou Rui Rio de "nazizinho" devido ao seu desempenho enquanto presidente da Câmara Municipal do Porto, entre 2002 e 2013.

O também primeiro-ministro frisou que "Rosa Mota é uma pessoa muito querida de todos os portugueses, uma grande campeã" que deu "muitas alegrias", considerando que a expressão "nazizinho" é "uma palavra e uma expressão que ela disse, que é dela".

Numa arruada que arrancou no Largo da Sé e terminou no jardim municipal José de Lemos, sendo acompanhada por um arrufar constante de tambores e por cerca de uma centena de simpatizantes, António Costa distribuiu rosas pelos comerciantes, recebeu presentes e acenou às pessoas que o observavam das janelas.

Logo à saída do Largo da Sé, António Costa foi confrontado por uma cidadã que disse ter um filho de 26 anos com uma licenciatura em Administração Pública e que, apesar de ter feito um estágio na Câmara Municipal da Guarda "com distinção", não consegue arranjar trabalho.

"Lembrem-se dos jovens! Precisamos de trabalho para os jovens", disse, com António Costa a responder que está atualmente aberto um concurso para a administração pública a nível nacional.

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Acompanhado durante toda a arruada pela mulher, Fernanda Tadeu, e pela cabeça de lista do PS pelo círculo da Guarda e ministra do Trabalho, Ana Mendes Godinho, o secretário-geral socialista entrou numa casa de pasto na avenida Infante Dom Henrique, onde bebeu duas ginjinhas e assinou um livro já antes assinado por vários líderes partidários, designadamente Rui Rio.

Mais à frente, na avenida, diante da Câmara Municipal da Guarda, o atual presidente do município, Sérgio Costa -- antigo presidente da concelhia do PSD local que, nas últimas eleições autárquicas, se desvinculou do partido e concorreu como independente à autarquia, tendo ganho -- esperava por António Costa, para agradecer a criação do Porto Seco da Guarda, oficializado em Conselho de Ministros em dezembro, que disse ser "muito importante" e que "nunca ninguém quis dar esse primeiro passo".

Mostrando-se também grato por o Governo ter sediado na Guarda, "pela primeira vez nos últimos 47 anos", um comando da Guarda Nacional Republicana, o autarca deixou, no entanto, um caderno de encargos ao primeiro-ministro, frisando que ainda "há um caminho a fazer", designadamente no que se refere ao Hotel Turismo e à obra de requalificação do pavilhão cinco do hospital da Guarda.

"O caminho faz-se caminhando, como diria o poeta, e é isso que a Guarda precisa e necessita", disse Sérgio Costa.

Na resposta, António Costa felicitou o autarca pelo "resultado que teve e pela vitória nas autárquicas", desejando-lhe "um mandato muito feliz na Câmara da Guarda", e respondeu ao caderno de encargos: "Senhor presidente, se tudo correr bem, durante o seu mandato e o meu próximo mandato ficaremos concluídos", prometeu.

Falando aos jornalistas, António Costa frisou que Sérgio Sousa é "um homem independente que acabou de ser eleito" e recorreu à sua experiência enquanto autarca - o atual primeiro-ministro foi presidente da Câmara Municipal de Lisboa entre 2007 e 2015 -- para referir que, "independentemente das cores políticas, os Governos têm que se relacionar com grande proximidade com todos os autarcas e trabalhar em conjunto".

"É trabalhando em conjunto que o país avança", frisou.

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