Finanças

Costa diz que Centeno está reforçado com défice e capitalização da CGD

Costa diz que Centeno está reforçado com défice e capitalização da CGD

O primeiro-ministro afirmou que o ministro das Finanças está "reforçado" ao ter alcançado o défice mais baixo dos últimos 42 anos e pelos resultados alcançados no processo de recapitalização da Caixa Geral de Depósitos.

António Costa falava aos jornalistas após ter estado reunido com o primeiro-ministro de Marrocos, Abdelilah Benkirane, à margem da conferência do clima de Marraquexe (COP22), depois de questionado se o seu ministro das Finanças, Mário Centeno, sai fragilizado do processo relacionado com a administração CGD.

"Um ministro das Finanças que vai conseguir o melhor défice do país dos últimos 42 anos, que conseguiu (algo que toda a gente dizia que era impossível) uma autorização da Comissão Europeia para a capitalização a 100% da CGD está fragilizado? Por amor de Deus, se há ministro das Finanças que deve sentir-se reforçado e a quem todos devemos reconhecer o trabalho extraordinário que tem feito é o professor Mário Centeno", reagiu o primeiro-ministro.

"Convém não confundir estabilidade da CGD e do sistema financeiro nacional com problemas que, eventualmente, a administração da Caixa tenha no cumprimento das suas obrigações legais", sustentou António Costa, depois de questionado pelos jornalistas sobre a prolongada controvérsia em torno do futuro da administração do banco público.

"A estabilidade da CGD é assegurada pelo plano de capitalização, que foi apresentado, aprovado pela Comissão Europeia e que tem condições de ser executado quer pelo Estado, quer pelo mercado". Ou seja, segundo António Costa, a estabilidade da CGD "não está em causa seja qual for a administração".

Interrogado se tem conhecimento de que a administração da CGD possa apresentar a sua demissão em breve, caso os seus membros sejam obrigados a apresentar declarações de rendimentos e de património junto do Tribunal Constitucional, António Costa respondeu que "não".

Perante a insistência dos jornalistas se essa demissão pode ocorrer após a reunião da administração da CGD de quinta-feira, o líder do executivo alegou que não trabalha com base em "suposições" e salientou depois que o Governo representa o acionista Estado da CGD, "que são os portugueses".

"Aquilo que tenho de tratar com a administração da CGD é o seu plano de atividades, o seu plano de capitalização e os resultados que a administração tem de apresentar. O cumprimento das obrigações legais por parte da administração é um assunto entre a administração e as autoridades judiciárias", advogou.

O primeiro-ministro considerou ainda "encorajadores" os mais recentes dados sobre o crescimento da economia portuguesa e afirmou que os resultados verificados no terceiro trimestre de 2016 só excedem a expectativa da corrente que fez previsões catastróficas.

Segundo a estimativa rápida divulgada pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), a economia portuguesa cresceu 1,6% no terceiro trimestre deste ano em termos homólogos e 0,8% face ao trimestre anterior, acima das previsões dos analistas.

De acordo com o primeiro-ministro, a estimativa do INE "confirma" as perspetivas do seu executivo, "com forte crescimento das exportações, aceleração da economia e, mais importante que tudo, com criação de emprego". Questionado se estes resultados excedem a expectativa do executivo, António Costa contrapôs que "excedem sobretudo as expectativas de quem durante todo o ano andou a fazer previsões catastróficas".

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