Bruxelas

Costa diz que medidas "amortecem aumento exponencial" dos combustíveis

Costa diz que medidas "amortecem aumento exponencial" dos combustíveis

O primeiro-ministro disse, esta sexta-feira, que as medidas anunciadas para aliviar a carga fiscal nos combustíveis visam "amortecer o aumento exponencial" dos preços do gasóleo e da gasolina, rejeitando que sejam um "incentivo ao consumo".

"O que estamos a viver neste momento é uma situação absolutamente extraordinária, em que as indicações antecipadas sobre os preços do mercado no futuro revelam que será temporária, e o que estamos a assistir é uma situação que é fortemente penalizadora do rendimento das famílias e que compromete a liquidez das empresas e, portanto, é adequado [tomar] medidas de cariz excecional e transitório", disse o chefe de Governo português, depois de o ministro das Finanças ter anunciado uma suspensão do aumento previsto da taxa de carbono sobre os combustíveis até março de 2022 (o que representa uma perda de receita na ordem dos 90 milhões de euros) e um desconto de 10 cêntimos por litro de combustível até um limite de 50 litros por mês.

Falando aos jornalistas portugueses em Bruxelas, no final de um Conselho Europeu dominado pela escalada de preços da energia, António Costa rejeitou que estas medidas sejam "um incentivo ao consumo de gasolina e gasóleo", argumentando que funcionam antes como "um amortecedor do aumento exponencial que estão a ter na vida dos consumidores".

"Há uma orientação geral, no processo de descarbonização da economia, de haver uma redução da utilização de combustíveis fósseis e, portanto, evitar tomar medidas que fomentem o consumo de gasolina e gasóleo", mas estas são iniciativas "de natureza excecional e transitória para fazer face a uma situação excecional e transitória", salientou o responsável.

"É claro para todos que o esforço de combate às climáticas e de mudança do paradigma energético tem de ser acompanhado pela mobilização do conjunto da sociedade", insistiu.

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