Presidência Europeia

Costa diz que não será preciso "guerrear" para termos vacinas

Costa diz que não será preciso "guerrear" para termos vacinas

António Costa disse, esta terça-feira, que "a aquisição conjunta das vacinas" contra a covid-19 "foi a decisão mais importante da Comissão Europeia" e "não vamos ter de guerrear" como aconteceu "para ter gel e máscaras" porque "toda a gente terá acesso". "O grosso da vacinação" será "no segundo e terceiro trimestres" deste ano.

O primeiro-ministro, que falava numa conferência conjunta com o presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, defendeu que "não haverá uma retoma económica sólida só com o programa de recuperação", sendo fundamental uma distribuição alargada das vacinas para acabar com a pandemia da covid-19. A seu ver, só assim essa recuperação será "incontornável".

Plano até março de 2022

A propósito, António Costa sublinhou que as vacinas adquiridas pela Comissão Europeia serão distribuídas pelos estados-membros de acordo com a sua população e que é preciso "saber gerir a ansiedade", mas não avançou detalhes sobre a sua calendarização em Portugal. Referiu apenas que "o grosso da vacinação vai ocorrer no segundo e terceiro trimestres deste ano, mas o plano vai até ao primeiro trimestre de 2022".

O chefe de Governo sublinhou ainda que o plano de vacinação abrange 450 milhões de europeus e "acompanhará todo o ano de 2021".

Quanto à visita do presidente do Conselho Europeu, é o primeiro encontro oficial da presidência portuguesa do Conselho da União Europeia (UE).

Contra populismos e medos

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António Costa destacou entre as prioridades promover a recuperação económica e desenvolver o pilar social da UE, sublinhando o lema "Tempo de agir: por uma recuperação justa, verde e digital". E esse avanço no pilar social é, por sua vez, ​​​​essencial para combater os populismos e responder "aos medos" dos cidadãos.

"O medo é aquilo que mais alimenta o populismo. Se queremos combater o populismo de forma eficaz, temos de dar confiança aos cidadãos, confiança perante aquilo que são os receios", argumentou ainda.

As consequências da pandemia, a vacinação contra a covid-19 e a "bazuca" de fundos europeus que ajudará a combater a crise são alguns dos principais desafios.

Portugal assumiu a sua quarta presidência do Conselho da UE no dia 1 deste mês, que durará um semestre, sucedendo à Alemanha e antecedendo a Eslovénia.

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