Polémica

Costa fala de "erro grave prontamente corrigido" e quer "acordo nacional" para aeroportos

Costa fala de "erro grave prontamente corrigido" e quer "acordo nacional" para aeroportos

António Costa comentou esta quinta-feira a crise aberta no Governo com o ministro das Infraestruturas, afirmando que "foi cometido um erro grave prontamente corrigido". E o mais importante "é as pessoas terem consciência" dos erros, referiu, após Pedro Nuno Santos ter assumido a "inteira responsabilidade". O primeiro-ministro garantiu que "não sabia" do despacho sobre os aeroportos de Lisboa, que "já não existe", mas mantém "confiança" no ministro. Revelou ter falado sobre esta polémica com Marcelo, que se pronuncia pelas 20 horas, e defendeu "um grande acordo nacional" para os aeroportos.

Certo de que Pedro Nuno Santos "não agiu por má-fé", Costa diz que tiveram "uma conversa muito franca e esclarecedora". E "a confiança está totalmente restabelecida" porque "não agiu de má fé e teve humildade" de assumir os erros.

Mantém soluções em aberto

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O chefe de Governo garantiu que não vai "fechar" qualquer solução para os aeroportos de Lisboa e que irá consensualizar com o PSD. Notando que Luís Montenegro entrará em funções este fim de semana, remeteu o trabalho de "soluções" para um "momento oportuno".

"Tendo sido definido que íamos ouvir o maior partido da Oposição para procurar uma decisão consensual, ninguém pode, a dois dias de tomar posse o novo líder, anunciar assim a decisão", criticou ainda, mas agora "é preciso acalmar tudo" e a questão "está ultrapassada", defendeu o primeiro-ministro, sem esclarecer os contornos do processo que levou a esta polémica.

Espera que Marcelo "esteja confortável"

Para o primeiro-ministro, "é óbvio que se deve aguardar" pelo congresso do PSD deste fim de semana para falar com Luís Montenegro. E "é preciso esperar para que se predisponha a falar com o Governo", sublinhou.

"Estamos de espírito aberto sobre esta matéria", garantiu. E "já falei com o presidente da República desde ontem [quarta-feira] sobre todos estes acontecimentos", revelou Costa, esperando que Marcelo "esteja confortável".

"Obviamente" ministro não se demite

Esta tarde, após um encontro em São Bento com o primeiro-ministro, Pedro Nuno Santos, ministro das Infraestruturas e da Habitação, anunciou que "obviamente" não se demite, mesmo após ter sido desautorizado por António Costa, que ordenou a revogação do despacho sobre os aeroportos de Lisboa.

O ministro assumiu "a inteira responsabilidade" pela polémica que atribuiu apenas a "erros de articulação e comunicação" neste processo, pedindo desculpa a Costa e restantes membros do Governo. "Estas falhas tiveram consequências e causaram esta situação" e "penalizo-me profundamente", afirmou, mas ressalvando que "não mancham" o trabalho feito em conjunto com o primeiro-ministro.

Despacho já foi revogado

Costa impôs ao ministro das Infraestruturas e da Habitação a revogação do despacho sobre o Plano de Ampliação da Capacidade Aeroportuária da Região de Lisboa, informou o gabinete de Costa, um dia após ter sido publicado em Diário da República um despacho assinado pelo secretário de Estado das Infraestruturas, Hugo Santos Mendes, sobre a "definição de procedimentos relativos ao desenvolvimento da avaliação ambiental estratégica". E neste momento já foi revogado. Como destacou Costa, "já não existe".

O despacho determinava o "estudo da solução que visa a construção do aeroporto do Montijo, enquanto infraestrutura de transição, e do novo aeroporto "stand alone" no Campo de Tiro de Alcochete, nas suas várias áreas técnicas."

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