Mensagem de Natal

Costa garante que 2021 vai ser melhor graças ao apoio da União Europeia

Costa garante que 2021 vai ser melhor graças ao apoio da União Europeia

O Governo vai continuar a reforçar o Serviço Nacional de Saúde, garantiu esta sexta-feira à noite o primeiro-ministro. O tema era incontornável e, na habitual mensagem de Natal, António Costa fez um "mea culpa": assumiu que o Governo terá cometido "erros", mas "não regateará esforços". 2021, garantiu, será melhor, graças ao plano de vacinação, que arranca este domingo, e à "solidariedade reforçada" da União Europeia.

"Confrontado com um vírus inesperado e desconhecido, o Governo tem procurado responder da melhor forma, com equilíbrio e bom senso, aprendendo dia a dia a lidar com a novidade e a readaptar-se permanentemente perante o imprevisto. Certamente não fizemos tudo bem e cometemos erros, porque só não erra quem não faz. Mas não regateámos, nem regatearemos esforços, com os nossos recursos e junto da União Europeia, para combater a pandemia e aliviar o sofrimento dos portugueses", defendeu António Costa.

Há um ano, debaixo de fogo cerrado da Oposição devido a falhas no Serviço Nacional de Saúde e quando o vírus já se espalhava pelo mundo a partir de Wuhan, António Costa prometia ao país o reforço do SNS.

Hoje, recordou essa mensagem premonitória para assegurar que "tudo o que aconteceu desde então apenas veio confirmar o acerto dessa prioridade e a necessidade de continuarmos a reforçar o SNS".

"Tem sido um ano de combate, dor e resistência", frisou para agradecer aos portugueses o "sacrifício" e "disciplina" no cumprimento das regras que irão manter-se até à "extinção da pandemia". Agradeceu particularmente aos que apoiam os mais frágeis - funcionários de lares e da Segurança Social, militares e forças de segurança, cientistas, professores e profissionais de saúde -, nomeando, num elogio ao esforço do SNS, a médica Margarida Tavares e a enfermeira Marisa Chainho, ambas na linha da frente no combate à pandemia da covid-19.

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António Costa sublinhou ter consciência da dureza das medidas tomadas e do seu impacto nas famílias e empresas, na limitação das liberdades e na proibição de atividades.

"Tenho bem consciência do impacto profundo destas medidas na vida de todos nós. No convívio social, de que tivemos de abdicar; nos afetos que não pudemos manifestar, em especial aos mais idosos; na estabilidade emocional de muitas pessoas em isolamento; e também na economia, com tantos empresários a lutar pela sobrevivência das suas empresas e tantos trabalhadores que perderam ou temem perder o seu emprego e o seu rendimento", defendeu.

"Com solidariedade, venceremos a pandemia e recuperaremos da crise económica e social que ela gerou", disse, referindo-se ao apoio da "bazuca europeia", que permitirá superar, não só a pandemia, como "problemas estruturais" do país.

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