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Costa pede "metade mais um" dos votos e reitera que se demite se perder

Costa pede "metade mais um" dos votos e reitera que se demite se perder

O primeiro-ministro pediu o voto de "metade mais um" dos eleitores que forem às urnas em 30 de janeiro, sem recorrer ao termo "maioria absoluta", e reiterou que se demitirá se perder as eleições legislativas.

Entrevistado na CNN Portugal, António Costa foi questionado se a palavra "absoluta" queima e se o objetivo eleitoral é mesmo a maioria absoluta e respondeu sem hesitar, mas voltando a evitar a palavra "absoluta".

"Não é uma questão de queimar, maioria é maioria. O que é que é maioria? É metade mais um. Pronto, é isso, para mim é muito claro", respondeu o líder socialista e chefe do executivo à questão colocada pela jornalista Anabela Neves.

Costa reiterou, por outro lado, que abandonará o Governo se perder as eleições legislativas antecipadas de 30 de janeiro.

"Se uma pessoa é primeiro-ministro durante seis anos, se durante seis anos os portugueses têm a oportunidade de acompanhar e avaliar o trabalho, e se ao fim de seis anos não dão confiança ao primeiro-ministro com uma vitória eleitoral, bom, isso é manifestamente um voto de desconfiança dos portugueses no primeiro-ministro e, então, aí eu tenho de tirar as devidas conclusões e demitir-me", assinalou.

O líder do executivo justificou em poucas palavras as razões que o levaram a não fazer uma remodelação do Governo e assegurou que se achasse que Eduardo Cabrita deveria ter saído do Ministério da Administração Interna mais cedo, teria mexido no executivo.

"Eu não acho que o país tenha algo a ganhar com mudanças sucessivas [no Governo] nem acho que se governe bem inventando bodes expiatórios para os problemas que existem. Um dos problemas que o país tem tido é haver em vários ministérios instabilidade permanente e eu orgulho-me bastante de ter tido um Governo bastante estável", sustentou.

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Costa considera provável que Pedro Nuno Santos venha a liderar PS

O líder do executivo, António Costa, admitiu ainda a possibilidade de Pedro Nuno Santos poder vir a liderar o PS e considerou que "chegar a primeiro-ministro sem experiência governativa é um enorme risco". Em entrevista à CNN Portugal, quando questionado se imagina o ministro das Infraestruturas, Pedro Nuno Santos, a liderar o PS e o Governo, o primeiro-ministro respondeu: "Sim, é provável, tem boa idade para no futuro, se for essa a vontade da generalidade dos socialistas, que seja ele".

António Costa reiterou que, quando deixar de ser secretário-geral do partido, "felizmente, o PS tem muitas e muitos recursos humanos altamente qualificados e preparados para poderem exercer funções de liderança e para poderem exercer funções de primeiro-ministro."

O líder socialista considerou a experiência governativa "muito importante" e afirmou não ter "a menor das dúvidas de que teria sido um primeiro-ministro completamente diferente se não tivesse sido secretário de Estado, se não tivesse sido primeiro-ministro, se não tivesse sido presidente da Câmara". "Chegar a primeiro-ministro sem experiência governativa é um enorme risco. Chegar a primeiro-ministro sem ter também outras experiências é um risco", argumentou.

Costa afirmou que uma das suas preocupações, relativamente à qual tem sido "razoavelmente bem sucedido", é a de enquanto líder também do PS é ter procurado criar oportunidades para toda a a gente das novas gerações poderem ganhar experiência e, com isto, o PS poder para o futuro - e para o presente - ter quadros altamente qualificados que assegurarão a governabilidade". "Sabe que nunca tive a ideia de ser eterno", acentuou, na entrevista conduzida pela jornalista Anabela Neves.

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