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Costa pisca o olho à Oposição e apresenta plano para recuperar país

Costa pisca o olho à Oposição e apresenta plano para recuperar país

A batalha da pandemia "ainda não terminou" e nem sequer sabemos "se já estamos a meio". Por entre pedidos de "humildade" ao PS e elogios à Oposição, António Costa lançou quatro pilares para relançar a economia do país.

O primeiro é uma espécie de "Simplex S.O.S", que permitirá investir na economia "sem burocracia"; o segundo é a recuperação das PME, porque "não há rendimento sem emprego nem emprego sem empresas".

Depois disso vem a proteção do emprego, mantendo apoios e dando especial atenção aos jovens, atingidos por uma crise "pela segunda vez numa década"; por último é necessário reforçar o SNS e a escola pública e proteger rendimentos. "Não podemos deixar ninguém para trás", resumiu o primeiro-ministro.

Este "momento difícil, inimaginável e inesperado" foi ultrapassado, vincou Costa, sem se suspender a democracia. Para esse sucesso, prosseguiu, contribuíram todos os portugueses, os órgãos de soberania, a Oposição - que "nunca pôs em causa a unidade nacional" - e até a União Europeia - que aprendeu com a última crise, considerou.

Costa pede confiança e união

Para o primeiro-ministro, as "medidas drásticas" foram importantes ao início, mas deixaram uma "fatura social e económica" que "começa a tornar-se evidente para todos".

Para vencer uma batalha que ainda "não está ganha", o líder do Executivo defendeu que "a disciplina deve continuar".

"Temos de aprender a viver com este vírus", resumiu, até porque vêm aí pelo menos "dois anos muito duros". Para António Costa, abre-se agora o capítulo da "estabilização económica e social", que antecede o da "recuperação".

Passar de um para o outro implica a devolução da "confiança" aos portugueses, porque "não basta abrir uma loja ou um restaurante para que os clientes entrem".

Já com o discurso a aproximar-se do fim, eis que surge novo piscar de olho à Oposição: o PS pode estar "forte", disse Costa, mas precisa de "humildade" para perceber que precisa de todos os partidos.

"Soubemos unir-nos contra o vírus e temos de saber unir-nos contra a crise económica", atirou.

Ana Gomes foi tema

A intervenção do primeiro-ministro foi a única aberta aos jornalistas, mas havia pelo menos uma voz que prometia ser crítica.

Ao JN, Daniel Adrião, conhecido opositor de Costa, criticou o "apoio" do primeiro-ministro a Marcelo Rebelo de Sousa nas presidenciais de janeiro e disse que votará em Ana Gomes caso a socialista se candidate.

Adrião disse, aliás, ser "fundamental" que isso aconteça, garantindo que essa candidatura será apoiada por "muitos socialistas".

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