O Jogo ao Vivo

OE2022

Costa recusa pôr "contas certas em risco" e diz que OE "merece ser aprovado"

Costa recusa pôr "contas certas em risco" e diz que OE "merece ser aprovado"

António Costa defendeu esta terça-feira que as "contas certas", por permitirem manter as taxas de juro baixas e a credibilidade do país, são "um bem inestimável que, em circunstância alguma, podemos manter em risco". No que foi também um aviso à Esquerda com quem negoceia, fez esta declaração ao apresentar o Orçamento do Estado (OE) à JS, dizendo que "é bom" e "merece ser aprovado". Acenou ainda com o aumento das bolsas para mestrados, o IRS jovem e apoio às famílias com filhos.

"Este Orçamento é um bom Orçamento que merece ser aprovado na generalidade e em votação final global", defendeu o primeiro-ministro, quando o documento será votado na generalidade no próximo dia 27. Costa, que falava na sede do partido, apontou como "prioridades óbvias" a recuperação económica, o reforço dos serviços públicos, bem como aumentar os rendimentos ao mesmo tempo que mantém "as contas certas".

À entrada, já tinha feito declarações semelhantes: "Vamos continuar a trabalhar. Tenho a confiança de que temos um bom Orçamento e que pode naturalmente ser melhorado na Assembleia da República".

Elogios a Medina

Na recuperação económica, explicou que será feita com "reforço do investimento público", com aumento "de 30%", e também no privado, apoiando o investimento das empresas também com vista à criação de emprego.

Aos jovens socialistas, destacou medidas como o alargamento do programa IRS Jovem, o aumento das bolsas para mestrado, o combate à precariedade, área em que destacou "a agenda para o trabalho digno", e mais oferta de habitação pública, para responder também à classe médias e enquanto "regulador de mercado". E, nesta última matéria, destacou que "foi isso que Fernando Medina começou a fazer em Lisboa".

Gratuidade das creches

PUB

"Garantir que as futuras gerações tenham um futuro próspero e de qualidade" em Portugal é um objetivo central, o que diz ser também vantajoso para o país, para resolver os problemas demográficos. Neste sentido, disse que a sua proposta de OE apoia as famílias com filhos. Destacou neste âmbito o apoio de 600 euros por criança até aos 17 anos.

Defendeu igualmente uma rede de creches que cubra todo o país, e disse já ter dado um "passo importante" porque este ano a gratuidade já abrange o segundo escalão.

"Aumentamos também a dedução fiscal por filho, majorando a partir do segundo filho em mais 300 euros e permitindo que seja de 900 euros", referiu em seguida.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG