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5 de Outubro

Costa relativiza reparos de Marcelo e volta a afastar cenário de recessão

Costa relativiza reparos de Marcelo e volta a afastar cenário de recessão

O primeiro-ministro relativizou os reparos feitos pelo presidente da República no discurso do 5 de outubro, referindo que, apesar das atuais dificuldades, a situação do país é "bem diferente da de há 100 anos". Em vésperas da entrega do Orçamento do Estado (OE) para 2023, António Costa antecipou um cenário de "crescimento moderado" durante o próximo ano, alertando que este não será "nada que se pareça" com o que existiu este ano. Contudo, voltou a afastar a hipótese de uma recessão.

"A mensagem do sr. presidente da República foi muito importante para o país", afirmou o primeiro-ministro, em Lisboa, após a cerimónia dos 112 anos da implantação da República.

Costa argumentou que o discurso de Marcelo - no qual o chefe de Estado traçou paralelismos entre a situação atual do país e da Europa com a que se vivia em 1922 - ajudou a mostrar que, apesar das dificuldades que Portugal atravessa, a realidade de hoje em dia "não tem comparação com a de há 100 anos".

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Questionado sobre os reparos do chefe de Estado, que referiu que os governos "tendem a ver-se como eternos", Costa preferiu relativizar. "O sr. presidente da República é a voz dos portugueses que não têm voz e, portanto, naturalmente, deve expressar aquilo que é, em cada momento, o sentimento do país", respondeu o primeiro-ministro.

No entanto, Costa não deixou de estabelecer uma linha de demarcação entre as competências do presidente e as do Governo: "A nós compete-nos o que não compete a mais ninguém, que é encontrar soluções para resolver os problemas", frisou.

Crescimento em 2023 não será "nada que se pareça" com o deste ano

O chefe do Governo garantiu ter "consciência" dos desafios colocados pela guerra da Ucrânia, pela inflação e pelo rescaldo da pandemia, afirmando que o dever do Executivo é implementar "políticas que reforcem a confiança". "Os tempos são exigentes", admitiu, vincando que "ninguém sabe quando vai acabar a guerra".

Sobre as previsões económicas para 2023, Costa falou num "crescimento moderado". "Portugal vai crescer menos do que cresceu este ano, mas não vamos ter nenhum cenário de não crescimento e menos ainda de recessão", sustentou.

O chefe do Governo frisou ainda que, em 2022, Portugal cresceu "muito acima dos 6%", mas reconheceu que esse cenário será irrepetível no próximo ano.

"Não vamos ter um crescimento desta ordem, nada que se pareça", afirmou Costa, referindo que a evolução de Portugal neste parâmetro será "ajustada" à da Zona Euro. Ainda assim, mostrou-se convicto de que o país poderá "continuar a crescer acima da média europeia".

O Governo vai entregar a proposta de OE ao Parlamento na segunda-feira. Com ela, serão também divulgadas as previsões económicas para 2023.

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