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Costa responde ao PSD: "O gato de Rio? Da última vez que o vi, andava deprimido"

Costa responde ao PSD: "O gato de Rio? Da última vez que o vi, andava deprimido"

O líder do PS, António Costa, reagiu ao conselho do presidente do PSD, que o tinha comparado com o seu gato, Zé Albino, para o aconselhar a estar mais vezes "calado". Costa respondeu: "O gato do dr. Rui Rio? Da última vez que vi uma foto dele, estava deprimido...". O socialista também acusou Rio de estar "refém" do Chega.

Em Podence, distrito de Bragança, o secretário-geral socialista respondeu à letra a Rio, falando daquele que é, por estes dias, o ser vivo mais popular do país: "A minha comparação com o gato do dr. Rui Rio não existe", afirmou, assumindo-se como um "otimista mesmo nas piores situações" e alegando que essa sua característica contrasta com a do felino de estimação do líder laranja.

"Mas devo dizer uma coisa: entre o Zé Albino e o dr. Rui Rio, eu hesito: o Zé Albino é indiscutivelmente um gato bastante simpático, embora o dr. Rui Rio o tenha deprimido", afirmou António Costa. Na quarta-feira, recorde-se Rio tinha publicado uma fotografia do seu gato nas redes sociais, escrevendo que o animal estava "desolado com a aproximação do PAN ao PS".

O líder do PS insistiu no tom irónico: "Tenho pena e desejo as melhoras do Zé Albino. Estou certo e confiante de que, com uma vitória do PS, o Zé Albino vai sentir-se menos só, porque o dr. Rui Rio vai ter mais tempo para estar em casa", atirou, bem-disposto.

Seguindo o exemplo de Rio, o líder do PS trouxe igualmente seus animais de estimação para o centro da discussão política, procurando mostrar que, também nesse capítulo, leva vantagem sobre o rival: "A Naná e o Docas já estão habituados à minha ausência e, portanto, não se deprimem", revelou, referindo se aos seus dois cães.

PS aceita falar "com todos" menos com o Chega, de quem Rio está "refém"

Cães e gatos à parte, Costa voltou a conotar o PSD com o Chega, acusando Rio de estar condenado a formar um Governo "que fica dependente e refém da extrema-direita, como já acontece nos Açores". "Isso é, seguramente, o que os portugueses não querem", referiu.

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O que o país lhe pede nas ruas, garantiu Costa, é que haja "tranquilidade, paz e unidade". Nesse sentido, o PS deve "ter a capacidade de dialogar com todos", de forma a "virar a página da pandemia" e dar prioridade ao "progresso".

"Estamos disponíveis para nos sentarmos à mesa com todos, com a excepção do Chega", reforçou António Costa, esclarecendo que "não é só com a Catarina Martins" que aceita dialogar. A líder do BE, recorde-se, desafiou o secretário-geral socialista, no sábado, a reunir-se com os bloquistas após as eleições, com vista a assegurar a governabilidade à Esquerda.

"O que os portugueses desejam é encontrar uma solução que assegure estabilidade. Isso passa pelo diálogo entre as diferentes forças políticas, e é para isso que o PS cá esta. Naturalmente, com centralidade no programa do PS", concluiu Costa. Os pedidos de maioria absoluta são uma memória cada vez mais distante.

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