O Jogo ao Vivo

Debate

Costa volta a segurar ministra da Saúde e promete reformas

Costa volta a segurar ministra da Saúde e promete reformas

O primeiro-ministro voltou a resistir a pressões para demitir a ministra da Saúde, Marta Temido, que chegaram também do PSD no debate parlamentar sobre política geral que se centrou na situação da saúde e dos salários no país.

"A responsabilidade política de tudo o que ocorre no Governo é, obviamente, do primeiro-ministro", vincou António Costa, esta quarta-feira, no parlamento, garantindo empenho em fazer reformas nos cuidados primários e continuados, que foram atrasadas por causa da pandemia.

"O que será mais preciso que aconteça para que reconheça a responsabilidade política da ministra da Saúde e para que a substitua por incapacidade de gestão?", questionou o líder parlamentar do PSD, Paulo Mota Pinto. "Pode manter a confiança na ministra da Saúde? Seja primeiro-ministro e não último ministro", reforçou o presidente do Chega, André Ventura.

"Até prova em contrário, só há uma pessoa que escolhe os membros do Governo e, neste momento, sou eu. Assumo as responsabilidades pelo que fazem aqueles que escolhi", respondeu, aos dois, António Costa.

Num debate em que foi atacado por toda a oposição pela situação na saúde, o primeiro-ministro escudou-se na pandemia e na crise política para justificar a ausência de reformas.

"Temos que perceber que há medidas que devem ser tomadas no momento certo e o momento certo não foi seguramente nestes anos de 2020 e 2021", sustentou António Costa, anunciando reformas estruturais nos cuidados primários e continuados, que vão permitir aliviar os hospitais.

António Costa anunciou ainda que o estatuto do Serviço Nacional de Saúde vai ser aprovado no início do próximo mês e que vai concretizar a criação de carreira de técnico auxiliar de saúde, prevista no Orçamento.

PUB

Por outro lado, o primeiro-ministro voltou a defender alterações nas ordens profissionais, como na dos médicos, além de novas regras "para a abertura de vagas para médicos especialistas".

Mas não convenceu a oposição. Catarina Martins elencou todas as denúncias efetuadas pelo BE para provar que as deficiências na Saúde são anteriores à pandemia. "Espera-se que tudo se irá resolver sozinho", atirou o líder da IL, João Cotrim de Figueiredo. "Vamos continuar a ter de esperar para ver?", reforçou a porta-voz do PAN, Inês Sousa Real.

Por sua vez, o deputado do Livre, Rui Tavares, disse que "a solução não pode passar por esperar que novos profissionais se formem". "O SNS está sob ponto de mira dos grupos económicos privados", acusou o líder do PCP, Jerónimo de Sousa
Já o líder da bancada do PS, Eurico Brilhante Dias, usou dados atirados por Costa para defender o Governo, como o reforço de 30% no orçamento da saúde e a contratação de 24 674 médicos.

Em debate também estiveram os salários, com a notícia do JN de que caíram 11% para os licenciados. O primeiro-ministro alegou que a descida se deu com o Governo de Passos Coelho, garantiu que estão em recuperação e que é possível que cresçam 20% na legislatura.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG