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Cotrim Figueiredo defende que no fim de fevereiro poderão relaxar-se "algumas medidas"

Cotrim Figueiredo defende que no fim de fevereiro poderão relaxar-se "algumas medidas"

O deputado e presidente da Iniciativa Liberal defendeu esta terça-feira que, no final de fevereiro, "há condições" para ponderar o relaxamento de "algumas medidas" que considera mais danosas para a "desigualdade na educação e saúde mental".

João Cotrim Figueiredo falava aos jornalistas no Parlamento no final da audiência com o Presidente da República, que decorreu por videoconferência, e depois de ter assistido, esta manhã, à reunião com os epidemiologistas no Infarmed, que classificou como "muito positiva".

Questionado sobre a possibilidade de Portugal manter o atual confinamento até final de março, admitida publicamente pela ministra da Saúde, o deputado e dirigente da IL disse ter "ficado surpreendido por o primeiro-ministro ter dado isso como adquirido", referindo-se à parte fechada da reunião do Infarmed.

"Penso que haverá, a partir de final de fevereiro, condições para reponderar, com muita prudência, com muito rigor, relaxamentos de algumas das medidas. Eu começaria pelas mais danosas, quer para a desigualdade da edução quer para a saúde mental", afirmou, considerando que mais seis semanas de confinamento geral podem tornar este problema "irreversível" em parte da população.

Cotrim Figueiredo disse ter sentido na reunião com Marcelo Rebelo de Sousa "grande recetividade" para os alertas da Iniciativa Liberal, nomeadamente de que é preciso "uma estratégia alternativa" de combate à pandemia.

"Passados onze meses desta pandemia, é altura de saber o que funciona em função do dano que causa", defendeu, alertando que, da reunião do Infarmed, ficou claro que Portugal precisa de "confinar muito mais" para ter números semelhantes à média europeia.

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Questionado se essa boa recetividade poderá ser suficiente para a IL mudar o seu sentido de voto quanto à renovação do estado de emergência (que tem sido quase sempre contra), Cotrim Figueiredo desligou essa apreciação do decreto presidencial.

"Nós somos a favor das medidas de contenção que funcionam, aquelas que não necessitam de estado de emergência não faz sentido dar poder ao Governo para as ter, não contem com a IL para isso", referiu.

João Cotrim Figueiredo saudou que na reunião de hoje do Infarmed se tenha falado "finalmente numa estratégia alternativa de combate à pandemia", como a IL tem defendido, e que passaria por "tornar a testagem massiva e mais proativa" em vez de "andar atrás dos casos positivos e sintomáticos".

O deputado disse ter deixado ainda a sugestão, na audiência com o chefe de Estado, se "não seria altura de espaçar a primeira e segunda dose da vacinação" e simplificar os critérios, de forma a conseguir uma vacinação mais rápida.

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