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Covid: decomposição de cadáveres demora três vezes mais

Covid: decomposição de cadáveres demora três vezes mais

Uso obrigatório de sacos atrasa processo de exumação, que vai prolongar-se durante 15 a 20 anos. Funerais à noite e cremações ao domingo resolveram listas de espera.

A utilização obrigatória de sacos mortuários em cadáveres suspeitos ou confirmados de covid-19 vai atrasar o processo de decomposição dos corpos. A estimativa da Associação Nacional de Empresas Lutuosas (ANEL) é que o processo de biodegradabilidade demore pelo menos três vezes mais do que o habitual. "Em termos normais seriam cinco anos, com estes serão 15 a 20 anos", avisa Carlos Almeida, presidente da ANEL.

O facto de os cadáveres suspeitos ou confirmados de covid-19 terem de ser acondicionados em sacos mortuários, os chamados "body-bags", vai "retardar muito a biodegradabilidade", que é o mesmo que dizer que "os efeitos desta pandemia ainda se vão repercutir por muitos anos", assinala o dirigente associativo.

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