Covid-19

Mortes e infeções em pessoas com vacinação completa são residuais

Mortes e infeções em pessoas com vacinação completa são residuais

Portugal registou 168 mortes por covid-19 em pessoas com o esquema vacinal completo contra esta doença, entre janeiro e 8 de agosto deste ano.

De janeiro a 8 de agosto morreram 10440 pessoas vítimas de covid-19, das quais 168 estavam vacinadas, segundo os dados da DGS, o que representa uma taxa de letalidade de cerca de 1,6%, que afetou particularmente os mais idosos.

Destas, 134 são relativas a pessoas com mais de 80 anos, o que representa 81% do total de óbitos com vacinação completa, adianta a Direção-Geral de Saúde (DGS) ao JN. A letalidade para a população com 80 anos ou mais anos teve um aumento de maio a junho de 2021, entre vacinados e não vacinados, o que "poderá estar relacionado com uma maior gravidade associada à variante Delta, uma vez que o mês de maio correspondeu ao mês de transição entre a variante Alpha e Delta", explica.

Estes dados devem ser complementados "com os estudos de efetividade da vacinação contra a covid-19, sobretudo para doença grave e morte", defende a DGS, sublinhando, contudo, que a proteção oferecida pela vacina parece reduzir três vezes o risco de morte na população mais idosa.

Entre 1 e 8 de agosto, 40% dos óbitos registados correspondeu a pessoas com a vacinação completa, isto é, a 46 pessoas, número que superou o de óbitos em pessoas não vacinadas (45). Já 10% das mortes deram-se em pessoas com a vacinação incompleta, isto é, em 12 pessoas.

Face à progressão da vacinação, a DGS sublinha que "a população mais vulnerável à covid-19 encontra-se quase totalmente vacinada (96% com esquema vacinal completo e 99% com esquema vacinal pelo menos iniciado), pelo que é esperado que a proporção de casos com esquema vacinal completo no total de óbitos aumente".

Realça assim que a proteção conferida pelas vacinas contra a doença grave e a morte, tendo em conta que "a pequena proporção de pessoas não vacinadas em idades mais avançadas é responsável por 40% dos óbitos".

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Já o risco de letalidade diminuiu 3 a 7 vezes após a vacinação completa quando comparado com pessoas não vacinadas, no mês de julho de 2021, refere a DGS, que em conjunto com o INFARMED, o Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge, a Administração Central do Sistema de Saúde e a Task Force para a Vacinação covid-19, faz a monitorização contínua de pessoas com infeção por SARS-CoV-2 e o seu estado vacinal desde o início da campanha de vacinação contra a covid-19, explica ao JN.

Infeções entre vacinados representou 0,3%

Também entre janeiro e 8 de agosto deste ano, foram identificados 16.671 casos de infeção por SARS-CoV-2 (assintomática e sintomática) entre um total de 5.467.487 indivíduos com esquema vacinal completo contra a covid-19 há mais de 14 dias (0,3%). O número sobe para 3% se compararmos o número total de infetados com vacinação completa com o número total de novos casos de infeção registados no mesmo período (564.191).

Dos 16.671 casos de infeção por SARS-CoV-2 com esquema vacinal completo, houve 115 casos de internamento com diagnóstico principal por covid-19 e 50 casos de internamento com diagnóstico secundário. Entre os internados com diagnóstico principal, 67% tinham mais de 80 anos.

Entre 1 e 30 de junho de 2021, no grupo etário com mais de 80 anos, os casos com esquema vacinal completo apresentaram um risco de hospitalização cerca de cinco vezes inferior aos casos não vacinados, destaca a DGS. O número de internados com diagnóstico covid-19 e já vacinados é provisório, uma vez que a consolidação destes dados só ocorre um a dois meses após o diagnóstico, explica.

Na semana de 5 de julho a 11 de julho, 64% dos casos internados em enfermaria não estavam vacinados contra a covid-19, 28% tinham um esquema vacinal incompleto e 8% tinha um esquema vacinal completo.

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