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Covid não trava listas de espera nos lares

Covid não trava listas de espera nos lares

Famílias continuam a confiar nas instituições, apesar dos surtos. Há quem já recuse inscrições, devido à procura elevada.

Desde o início da pandemia até ao final do mês passado, Portugal registou 4666 óbitos de pessoas residentes em lares. São perdas resultantes de vários surtos de covid-19 que alarmaram o país, mas que não abalaram a confiança das famílias nestas estruturas, que continuam a somar idosos em lista de espera para conseguir uma vaga, garantem os responsáveis das instituições particulares de solidariedade social (IPSS) e das misericórdias.

Na memória de Maria Luísa Silva, diretora-técnica do Asilo de S. José, em Braga, ainda está bem presente a primeira vaga da pandemia. O vírus infetou dezenas de utentes e funcionários e houve sete idosos que não resistiram à doença. "Pensámos que as pessoas iam ficar com medo e não íamos ter tanta procura, mas isso não aconteceu. Tivemos tanta afluência quando reabrimos as inscrições, que logo a seguir parámos de receber admissões", conta a responsável, garantindo que à espera de vaga estarão quase uma centena de idosos. "Se tivesse 50 a 100 novas vagas, ocupava-as todas. É muita gente a bater à porta", admite Maria Luísa, explicando que, atualmente, tem apenas seis camas de isolamento para responder a eventuais infeções, ou seja, muito menos do que a procura.

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