Defesa

Cravinho recusa ideia do PSD de "ministro coordenador"

Cravinho recusa ideia do PSD de "ministro coordenador"

O ministro da Defesa Nacional recusa a ideia de um "ministro coordenador" de Forças Armadas, forças de segurança e Proteção Civil, como defendeu o PSD, e prevê entregar ainda este mês no parlamento a reforma do Governo para o setor.

João Gomes Cravinho respondia a questões dos jornalistas, à margem de uma visita de cortesia para agradecer e despedir-se da segunda equipa militar de saúde alemã que veio auxiliar Portugal, durante o último mês, no combate à covid-19, num hospital privado, em Lisboa.

"Não é esse o modelo que nós temos. Ainda não tive oportunidade de estudar aprofundadamente as propostas do PSD. Aquilo que registo é que há uma grande sintonia em relação às reformas que estamos a propor e isso é matéria de muita satisfação", disse.

O antigo ministro da Administração Interna da Aliança Democrática (PPD, CDS e PPM) e especialista do PSD em Defesa Ângelo Correia descreveu, quinta-feira, a ideia de um "ministro de Estado coordenador" das Forças Armadas (FA), forças de segurança e Proteção Civil ou um "vice-primeiro-ministro" com tal tarefa.

À semelhança do idealizado pelo executivo socialista, os sociais-democratas também são a favor da transformação do Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas (CEMGFA) em "Chefe do Estado-Maior da Defesa", centralizando em si mais funções em termos de operacionalidade, com os chefes militares dos três ramos (Exército, Marinha e Força Aérea) sob a sua dependência direta.

"Naturalmente, (a reforma das FA) terá um debate muito mais aprofundado quando as propostas de lei chegarem à Assembleia da República, em breve. Acredito que cheguem ainda no decurso deste mês de março", estimou o governante.

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O Conselho de Estado reuniu-se esta sexta-feira, sob a égide do presidente da República e Comandante Supremo das FA, Marcelo Rebelo de Sousa, sobre as revisões à Lei de Defesa Nacional e à Lei Orgânica de Bases da Organização das FA (LOBOFA) do Governo socialista, cerca de três horas e meia e terminou sem a divulgação de conclusões.

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