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"Criar pontes entre Porto e Lisboa" é vocação de novo bispo Américo Aguiar

"Criar pontes entre Porto e Lisboa" é vocação de novo bispo Américo Aguiar

D. Américo Aguiar, que foi esta tarde ordenado bispo auxiliar de Lisboa, promete continuar a criar pontes, tal como diz ter feito na política "entre Direita e Esquerda", depois entre o Porto e a capital, e agora também entre o Benfica e os "dragões". O primeiro-ministro, António Costa, ao deixar a multidão que encheu a igreja e a praça da Trindade, concordou com o padre do Norte, dizendo ser bem preciso estabelecer "muitas pontes".

"Há bocadinho, entreguei ao presidente da Câmara um anel de bispo, deixei-lhe este símbolo para dizer ao Porto que me sinto matrimonialmente ligado à minha amada diocese do Porto, ninguém troca nada por nada", afirmou D. Américo Aguiar numa igreja repleta para a sua ordenação episcopal a que não faltou Rui Moreira, entre vários outros presidentes de Câmara e membros do Governo, bem como o presidente do clube dos Dragões, Pinto da Costa.

"Sempre me senti muito bem a fazer pontes. Quanto era jovem e me meti na política, fiz pontes entre a Direita e a Esquerda, depois fiz pontes entre o Porto e Lisboa, ando a fazer entre o Benfica e o F. C. Porto e penso que uma das nossas vocações é verdadeiramente estabelecermos pontes, não sermos construtores de muros, de obstáculos, mas sermos capazes de construir pontes, de sermos homens e mulheres de afeto. E por isso estais aqui tantos", reforçou o novo bispo auxiliar de Lisboa, ordenado pelo cardeal patriarca D. Manuel Clemente, antigo bispo do Porto, de quem foi chefe de gabinete.

"Tenho o Porto e Lisboa no coração. Espero que o coração aguente", disse ainda o bispo de 45 anos.

No final, questionado sobre as palavras de D. Américo Aguiar, o primeiro-ministro destacou tratar-se de "um homem de pontes" e disse que "bem precisamos".

"Como disse D. Américo, é preciso muitas pontes", defendeu António Costa. À entrada, tinha dito ser este "um momento de muita alegria" também por tratar-se de alguém de quem tem "o privilégio de ser amigo" e por quem sente "admiração", fazendo "votos das maiores felicidades agora nas novas funções".