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Crise agrava pedidos de ajuda alimentar e baixa donativos

Crise agrava pedidos de ajuda alimentar e baixa donativos

Famílias que se tinham autonomizado voltam a recorrer às instituições, que estão com dificuldade em dar resposta.

Muitas famílias portuguesas estão a ter dificuldades em fazer face à subida geral dos preços e voltaram a recorrer à ajuda de instituições para ter alimentos, roupa ou produtos de higiene depois de, nos últimos anos, terem conseguido ganhar alguma autonomia. A inflação carrega nos preços e tem também impacto nos donativos: há pessoas a doar menos porque os produtos estão mais caros. Hoje e amanhã decorre a campanha de recolha de alimentos do Banco Alimentar Contra a Fome, nos súper e hipermercados de todo o país. São esperados 40 mil voluntários.

Os efeitos da crise económica gerada pela pandemia continuam. Joana Rodrigues, responsável pela área social da Cruz Vermelha Portuguesa, aponta que "o aumento dos pedidos de ajuda alimentar (...) tem vindo a ser registado de forma gradual". Em dezembro de 2019, a instituição dava apoio a 15 849 pessoas; em setembro de 2020, a 20 088 e, no final do ano passado, mais do que duplicou para 50 634 beneficiários.

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