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Crise alimentar já atinge classe média e imigrantes

Crise alimentar já atinge classe média e imigrantes

Classe média e imigrantes entre os novos beneficiários. Antecipa-se um agravamento das solicitações nos próximos meses.

O fim dos trabalhos sazonais de verão, as despesas do regresso à escola para quem tem filhos e a contínua subida da inflação fizeram precipitar o aumento dos pedidos de ajuda alimentar. Em várias instituições, os beneficiários são mais do que em anos anteriores e nem todos estão sem trabalho: há pessoas da classe média que não conseguem suportar a subida dos preços e imigrantes com dificuldades de integração. Os responsáveis anteveem uma afluência dos pedidos nos próximos meses e já há listas de espera em alguns locais.

António Cândido da Silva, presidente do Banco Alimentar Contra a Fome do Porto, aponta que a instituição recebe entre "5 e 10 pedidos de ajuda diários", quando antes da pandemia chegavam aos "40 e 50 por ano". O responsável diz ter havido um "aumento brutal", o que deixa a entidade com "poucas mãos" para "confortar" emocionalmente tantas pessoas. Os alimentos não têm faltado, "o peso do cabaz tem até aumentado", revela ao JN.

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