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Crise atira mais mulheres para a prostituição

Crise atira mais mulheres para a prostituição

Perda de emprego leva mulheres a procurar uma forma de fazer "dinheiro rápido". Associações estão a receber mais pedidos.

A pandemia fechou serviços, restaurantes e comércio, mas não faz recuar a prostituição que aumenta, principalmente a partir de casas particulares e de hotéis. É, pelo menos, a convicção das prostitutas e de algumas instituições de solidariedade que as apoiam, lamentando que a crise económica e o desemprego recrutem mais mulheres para este negócio. Os pedidos de apoio social dispararam.

"A pandemia afetou pouco a procura. Aliás, com os despedimentos em massa, há mais oferta e chega a ser um aumento brutal", garante Ana Loureiro, proprietária de uma casa de prostituição em Lisboa e defensora da legalização do setor. Na rua, conta, os preços baixaram substancialmente e há quem se prostitua por cinco a 20 euros. "Estamos a falar de sobrevivência", desabafa a trabalhadora do sexo ao JN, que se depara com elementos da mesma família empurrados para este meio para terem o que comer.

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