Congresso CDS-PP

Cristas: "Não há impossíveis. É possível disputar a primeira Liga"

Cristas: "Não há impossíveis. É possível disputar a primeira Liga"

"Não há impossíveis", avisou Assunção Cristas na apresentação da moção "Um passo à frente", que levou ao 27º Congresso do CDS-PP, em Lamego.

Num longo discurso, a líder centrista garantiu que está aqui "para chegar a outro patamar, para disputar a primeira Liga". Para ganhar as eleições legislativas em 2019. Para que isso seja possível, acrescentou, é preciso perseguir dois objetivos: fazer oposição ao que designa como governo das "esquerdas encostadas", razão pela qual vai voltar a levar a votos o Programa de Estabilidade, e "jogar por antecipação."

Foi esse repto que lançou aos congressistas: que estejam um passo à frente na preparação de todas as eleições. "Quando os outros estão a pensar, nós já lá estivemos. Quando os outros lançam um tema, nós já o tratámos ou rapidamente colocamos em cima da mesa as nossas ideias. Isso requer estudo e afinco permanentes, trabalho consistente, agilidade e ação rápidas". Confiante, disse "nós somos o partido que prepara o futuro".

A meta são as eleições. "Em política, o trabalho avalia-se pelos resultados eleitorais. O sucesso mede-se em votos", insistiu.

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Sobre a matriz do partido, que a oposição interna acusa de se ter perdido, foi clara: "o meu CDS é o CDS que tem a democracia cristã como eixo de roda", disse, usando uma expressão de Adriano Moreira. "O CDS é a casa do centro e da direita das liberdades, juntando conservadores e liberais."

Descrevendo-se como "pragmática", Cristas afirmou que "a doutrina não se proclama, põe-se em ação". Por isso, pediu, não lhe peçam que "se perca em discussões e esqueça quem precisa de ajuda, de orientação, de apoio para subir na vida". O dia em que ela ou o partido esquecerem isso, sublinhou, "será uma traição à memória de Adelino Amaro da Costa e será não honrar a presença de Adriano Moreira."

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