Segurança

Cristas quer "formação mais intensa" para quem está "na linha da frente" da Proteção Civil

Cristas quer "formação mais intensa" para quem está "na linha da frente" da Proteção Civil

A presidente do CDS-PP, Assunção Cristas, defendeu hoje "formação mais intensa" para quem está "na linha da frente da Proteção Civil", apontando que os desafios são, atualmente, maiores porque os episódios também são "mais agudos".

"A formação cada vez mais intensa de todas as pessoas que trabalham e que estão na linha da frente da Proteção Civil é uma necessidade identificada. Ao longo dos anos tem-se melhorado significativamente, por exemplo na escola de formação de bombeiros, mas é preciso com certeza intensificar", disse Assunção Cristas.

Na opinião da centrista, "hoje os desafios são, por ventura, maiores porque são mais agudos os episódios", sendo necessário o país estar mais preparado.

"Os fogos [de 2017] estão sempre presentes na nossa memória, e com certeza que têm sido dados passos, e nós esperamos que hoje se esteja melhor do que estava naquela altura", considerou.

Assunção Cristas salientou ainda que não tem sido dada a devido atenção "aos bombeiros que não se sentem propriamente acarinhados e motivados para continuarem a fazer o seu trabalho".

A líder do CDS-PP visitou hoje a oitava Semana da Proteção Civil, que decorre num centro comercial de Cascais sob o tema das alterações climáticas, incluindo os bombeiros, as Forças Armadas ou a polícia.

A exposição contou com a representação de diversas entidades que entram em cena em caso de catástrofe.

Quanto à nova lei orgânica da autoridade da Proteção Civil, aprovada na quinta-feira pelo Conselho de Ministros, Assunção Cristas disse querer esperar pela publicação em Diário da República para verificar o documento "com todo o detalhe" e "avaliar se vai exatamente no sentido" que o partido considera ser o melhor.

Na visita, a líder centrista foi ainda questionada sobre as conclusões do relatório elaborado pelo Centro de Estudos sobre Incêndios Florestais da Universidade de Coimbra, liderado por Domingos Xavier Viegas, aos incêndios de 15 de outubro de 2017 e divulgado na quinta-feira.

"Ainda não tive tempo de olhar com detalhe para as conclusões do relatório, mas as pinceladas que vi na imprensa de facto não nos trazem surpresa, mostram que há um grande caminho para fazer e mostram que também houve muitos erros", criticou.

O relatório encomendado pelo Governo recomenda às autoridades que evitem evacuações gerais de aldeias em caso de fogo, considerando que devem "ponderar bem" esta decisão.

Além de apontar novamente falhas ao SIRESP, o relatório concluiu também que as entidades operacionais "nem sempre fazem a melhor utilização dos sistemas de comunicação disponíveis".