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Críticos do BE abandonam reunião em protesto contra decisões da direção

Críticos do BE abandonam reunião em protesto contra decisões da direção

Os representantes da Moção E do Bloco de Esquerda (BE) na Mesa Nacional do partido abandonaram a reunião deste domingo desse órgão. Acusam a direção de ter feito "tábua rasa" da composição da lista de candidatos a deputados à Assembleia da República pelo distrito de Santarém.

"Os Estatutos em vigor são claros", lê-se na nota enviada às redações pelos representantes da Moção E. "A Mesa Nacional decide sobre os primeiros lugares da lista "sob proposta das Assembleias Distritais" (artigo 10.º), órgãos a quem cabe "propor a composição das listas de candidatura" do BE a cargos públicos (artigo 12.º), não lhe sendo conferida legitimidade para propor para ratificação listas diferentes às previamente aprovadas nos órgãos distritais e regionais".

"A vontade das/dos aderentes é soberana. As/os membros eleitas/os pela Moção E recusam participar numa proposta viciada de ilegalidade e exigiram a retirada da lista B por Santarém, versada na proposta a sufrágio na Mesa Nacional", lê-se no documento.

Para a Moção E - a segunda mais representada na Mesa Nacional do BE -, acatar a proposta da direção significaria "rasgar a democracia interna" e "ser conivente com o incumprimento estatutário". Para os militantes em causa, "nenhuma candidatura pode ser agregadora e mobilizadora se parte do incumprimento da vontade expressa das e dos seus aderentes".

Mal-estar já vem de 2019

A nota afirma ainda que a Moção E propôs à Comissão Política do partido que as listas fossem constituídas "sob o sistema de lista aberta". A proposta terá sido rejeitada pela maioria, "que preferiu submeter listas fechadas a votação". Para os queixosos, esse método "não promove a cooperação nem a edificação de soluções colectivas para a representatividade do partido".

O mal-estar em Santarém não surgiu agora. Em 2019, a distrital criticou a "intromissão" da direção nacional nas listas, acusando-a de impor o nome de Fabíola Cardoso - que seria eleita - em lugar de Carlos Matias, que tinha merecido as preferências dos militantes locais.

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Desta vez, Ana Sofia Ligeiro levou a melhor sobre Fabíola Cardoso, por 74 votos contra 44. A Moção E acusa a direção de não respeitar esses resultados.

A Moção E é a segunda mais representada na Mesa Nacional, com 17 mandatos. Só a Moção A, de Catarina Martins, conseguiu mais delegados (54).

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