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Curso de Comandos recomeça com novas normas e instrutores afastados

Curso de Comandos recomeça com novas normas e instrutores afastados

O Exército aprovou várias alterações ao curso de Comandos, suspenso em setembro, com enfoque no robustecimento da saúde dos formandos.

Os três instrutores do curso de Comandos a quem, este mês, foram instaurados processos disciplinares por "indícios de infração disciplinar" não vão estar integrados na nova equipa de formadores, indicou o gabinete do Chefe do Estado-Maior do Exército. Em comunicado, o Exército dá conta também de um conjunto de mudanças, aprovadas na sequência da interrupção do curso, suspenso em setembro depois de dois militares terem sido hospitalizados, um dos quais sujeito a transplante hepático.

Uma inspeção técnica ao 138.º curso de Comandos e a constituição de um grupo de trabalho multidisciplinar com vista à apresentação de propostas de alteração levou o Exército a promover atualizações, que, no panorama geral, se traduzem num maior cuidado com a saúde física e mental dos formandos.

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Mais controlo, exames e preparação

O referencial do curso de Comandos, que irá reiniciar na segunda-feira com 36 formandos, vai passar a contar com um "reforço da monitorização sanitária e controlo do estado de saúde ao longo curso", bem como com a "atualização da gestão de risco e do programa de desenvolvimento de robustez psicológica". Foi também aprovada a "adequação do faseamento do curso, de modo a garantir a progressividade da formação e a salvaguarda da integridade física, psicológica e sanitária dos formandos", considerando-se uma fase preparatória para adaptação gradual às dinâmica do curso, cuja duração passa de 16 para 17 semanas.

A nota adianta ainda que, relativamente às normas e procedimentos, haverá um "incremento da abrangência de preparação dos formadores do curso, com a inclusão de sessões fundamentais, no âmbito da gestão do risco, fisiologia do Esforço, stress térmico e lesões de calor, e de avaliação dos indicadores de stress psicológico em contexto de treino de alta intensidade".

No âmbito das ações de controlo médico, passa a haver uma maior abrangência dos exames nas fases de admissão e de frequência do curso, incluindo testagem à covid-19 e "análises de despiste de substâncias estimulantes, narcótico-analgésicas, anabolizantes, diuréticas e hormonais dos candidatos e formandos", à qual se acrescenta o recurso a meios tecnológicos (sensores biométricos) para "monitorização, segurança e avaliação fisiológica".

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