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Custo dos acidentes rodoviários em 2019 é igual ao preço a pagar pelo resgate da TAP

Custo dos acidentes rodoviários em 2019 é igual ao preço a pagar pelo resgate da TAP

Em 2019, baixou o número de vítimas mortais, mas houve mais acidentes com mortos e feridos. Metas não serão atingidas.

A sinistralidade custou 3,713 mil milhões de euros no ano passado. O custo social e económico corresponde a quase 1,6% da riqueza produzida no país e seria suficiente para pagar o resgate da TAP proposto pelo Governo, até 2024. O cálculo é divulgado pela Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR), no relatório da sinistralidade de 2019, que mostra uma redução do número de mortes, mas um aumento dos acidentes com vítimas e dos feridos, graves e ligeiros.

As contas são feitas tendo por base o custo material causado pelo acidente (a destruição de veículos ou despesas de saúde) e o custo imaterial (incluindo a riqueza que deixa de ser produzida por quem morre e a dor ou a tristeza. A metodologia seguida na União Europeia faz equivaler cada morte, em Portugal, a 2.541.032 euros; um ferido grave tem um custo de 385.934 e um ligeiro é uma perda de 29.815 euros. Multiplicando pelos número de mortes e feridos no ano passado, a ANSR chega a um valor de 3,713 mil milhões de euros, próximo dos 3,725 mil milhões estimados para a TAP, no pior cenário.

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