Religião

D. Manuel Clemente defende abstinência sexual aos recasados católicos

D. Manuel Clemente defende abstinência sexual aos recasados católicos

Cardeal patriarca de Lisboa emitiu orientações sobre o acesso dos católicos "em situação irregular" aos sacramentos, que neste caso devem ser vividos "de modo reservado".

Os católicos em "situação irregular", ou seja, aqueles que vivem uma nova união após o divórcio ou vivem uma união fora do casamento, podem ter acesso aos sacramentos, como a confissão e a comunhão, mas "em circunstâncias excecionais", defende o cardeal patriarca de Lisboa, D. Manuel Clemente.

Cada caso deve ser analisado individualmente e quando haja dúvidas deve ser apresentado ao tribunal diocesano. Autorizada a reintegração dos católicos recasados, D. Manuel Clemente aconselha que os sacramentos se realizem "de modo reservado" e que se deve "propor a vida em continência na nova situação", ou seja, sem prática de relações sexuais.

Estas "alíneas operativas" constam de um documento divulgado na terça-feira - e revelado esta quinta-feira pelo jornal "Público" - na sequência das orientações deixadas pelo Papa Francisco nos sínodos sobre a família em outubro de 2014 e 2015. E se Francisco defendeu que "o confessionário não deve ser uma câmara de tortura, mas lugar de misericórdia" para com quem se divorciou ou vive uma união fora do casamento, D. Manuel Clemente entende que a reintegração dos católicos recasados "não acaba necessariamente nos sacramentos", sugerindo o envolvimento na comunidade e em grupos de oração e reflexão.

Ouvido pelo "Público", o teólogo Anselmo Borges não poupa críticas às "alíneas operativas" definidas pelo patriarca de Lisboa: "Não faz sentido estar a admitir que estão casados, por um lado, e pedir-lhes que não tenham vida sexual, por outro".

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