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Da clandestinidade à geringonça. O PCP faz 100 anos

Da clandestinidade à geringonça. O PCP faz 100 anos

"Disciplina" durante a ditadura e "legado" do 25 de Abril após o fim da URSS ajudam à solidez. Perda de eleitores não é "irreversível", mas "geringonça" pode ter tido custos.

O PCP "saúda todos os trabalhadores como as únicas forças vivas e produtivas capazes de uma profunda e enérgica reconstrução social". Assim começava o primeiro manifesto publicado pelos comunistas portugueses, em 1921. Cem anos passados, já houve revoluções, no estrangeiro e em Portugal, e até guerras globais, fossem frias ou com exércitos no terreno. Inúmeros partidos foram criados e extintos, mas o PCP subsiste. Como explicar esta longevidade?

Para José Neves, professor de História da Universidade Nova de Lisboa, há duas respostas: por um lado, a capacidade que o PCP teve de "montar uma estrutura de resistência de oposição à ditadura"; por outro, o facto de o "legado" da Revolução de Abril de 1974 ainda estar muito presente quando, em 1991, se deu a queda da União Soviética (URSS).

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