Ativistas russos

Dados de manifestantes: conclusões da auditoria conhecidas dentro de dias

Dados de manifestantes: conclusões da auditoria conhecidas dentro de dias

O presidente da Câmara de Lisboa revelou que os resultados da auditoria interna feita ao caso dos dados dos manifestantes russos serão conhecidos "nos próximos dias". Fernando Medina garantiu que quem tiver agido de forma indevida será responsabilizado, mas denuncia "campanha de ataques" dos adversários.

O autarca da capital considerou, este domingo, que o fornecimento dos dados de três manifestantes anti-Governo russo à embaixada desse país foi "um erro grave que não podia ter acontecido".

Também garantiu que, uma vez conhecidas as conclusões da auditoria, a Câmara procederá à "responsabilização daqueles que agiram indevidamente face às regras". "Tomarei as medidas que se impõem tomar para que nada disto volte a acontecer", afirmou.

No entanto, o autarca insurgiu-se contra a "campanha de ataques, insultos e ignomínias" de que diz estar a ser alvo, assegurando que essas acções "não ficarão sem resposta". "Da mesma forma que reconhecemos os erros, também não admitimos ataques ignóbeis à forma como trabalhamos", reforçou.

Recusa demitir-se e ataca Moedas

Medina negou ter intenções de se demitir, referindo que, enquanto responsável máximo de uma autarquia, a sua função é garantir que, "quando há problemas, eles são resolvidos".

O autarca lembrou que a Câmara lisboeta tem 12 mil funcionários e "centenas de departamentos", dizendo ter tido conhecimento do caso pela comunicação social.

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Fernando Medina também deixou um recado a Carlos Moedas, candidato a Lisboa apoiado pelo PSD, que tem pedido a sua demissão devido a este caso: "Para se ser presidente da Câmara de Lisboa é preciso ganhar eleições", atirou.

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