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Deputado do CDS "indisponível para cessar o escrutínio" à direção

Deputado do CDS "indisponível para cessar o escrutínio" à direção

João Gonçalves Pereira, deputado do CDS e crítico do líder do partido, disse estar "indisponível para cessar o escrutínio" a uma direção a que considera não faltarem "fragilidades". E recusa que os parlamentares do partido estejam "em xeque".

Numa publicação nas redes sociais, Gonçalves Pereira disse ter lido na imprensa que os deputados do CDS - todos os cinco se opõem ao presidente Francisco Rodrigues dos Santos - passaram a estar "em xeque" depois de a moção de confiança apresentada pelo líder, sábado, ao Conselho Nacional, ter sido aprovada com 54% dos votos.

"Não podia discordar mais", escreveu Gonçalves Pereira. "A humildade com que o presidente do partido reagiu aos resultados provou-o bem. Sem as inerências da Comissão Política Nacional, estaríamos já todos a preparar o congresso", considerou.

O parlamentar referia-se aos lugares do Conselho Nacional que são ocupados, por inerência, por militantes afetos à direção - sem os quais, acredita, a moção teria sido chumbada e o partido seria chamado a escolher um novo líder.

"Não sendo assim, mantenho o que sempre disse: disponível para o diálogo institucional, como deputado, vereador e líder distrital; indisponível para cessar o escrutínio a uma direção com as fragilidades e responsabilidades que ficaram evidenciadas nas últimas semanas e na noite de ontem", escreveu Gonçalves Pereira.

CDS corre o risco de não ter futuro "risonho"

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O deputado pediu, também, "um desmentido imediato e esclarecedor" por parte de Rodrigues dos Santos, relativamente a uma eventual retirada de confiança ao grupo parlamentar do CDS. Até porque, sublinha, seria "estranho" o líder "falar em união em público e fomentar divisão, saídas e eventuais renúncias em off".

"Fui crítico, sou crítico e continuarei crítico se o rumo do CDS for o mesmo do último ano", escreve ainda Gonçalves Pereira. O deputado disse manter "dúvidas" sobre a atual direção e que o grupo parlamentar ou o eurodeputado Nuno Melo dão garantias de "um futuro melhor". Falou ainda da "coragem" de Mesquita Nunes, "que obrigou a atual direção a retificar-se" ao tentar forçar um congresso.

"Sem a força destes, e de muitos outros, o futuro não será risonho para o CDS", conclui João Gonçalves Pereira.

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