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Deputado do CDS-PP chama ao PS e PSD "bloco central da ocultação das dívidas"

Deputado do CDS-PP chama ao PS e PSD "bloco central da ocultação das dívidas"

O deputado do CDS-PP José Manuel Rodrigues, que é também candidato às eleições regionais da Madeira, fez, esta quinta-feira, uma intervenção no Parlamento em que chamou ao PS e ao PSD "o bloco central da ocultação das dívidas".

Esta intervenção aconteceu no final de um debate de actualidade agendado pelo PS sobre a situação financeira da Madeira, no qual foram feitas críticas tanto à governação do PSD nesta região autónoma como ao anterior executivo do PS, com as bancadas da actual maioria PSD/CDS-PP a assumirem discursos diferentes.

"Talvez se perceba agora porque é que, após as eleições legislativas de 5 de Junho o doutor Alberto João Jardim veio defender uma coligação entre o PSD e o PS a nível nacional. Era o bloco central da ocultação das dívidas", afirmou José Manuel Rodrigues, que ao mesmo tempo que é deputado nacional pelo CDS-PP é o cabeça de lista deste partido às eleições regionais da Madeira do próximo domingo.

Antes, na sua intervenção inicial, José Manuel Rodrigues já tinha considerado que os socialistas "têm razão, mas não têm autoridade" para criticar as contas da Madeira e os sociais-democratas desta região "têm razão, mas não têm legitimidade" para criticar a dívida nacional.

O deputado do CDS-PP pediu "solidariedade do Estado para com os madeirenses", subscrevendo a posição que tem sido defendida pelo PCP segundo a qual estes não devem ser responsabilizados pela gestão do Governo Regional de Alberto João Jardim.

Durante este debate, a oposição contestou que o Governo PSD/CDS-PP não apresente antes das eleições de domingo, pelo menos, as "linhas gerais" do programa de austeridade para a Região Autónoma da Madeira.

"O programa de ajustamento estrutural para a Região Autónoma da Madeira é responsabilidade do Governo Regional. O princípio da solidariedade nacional só pode ser exercido subordinado ao princípio da responsabilidade. E, portanto, cabe ao futuro Governo Regional e ao povo madeirense, no contexto das suas escolhas políticas, decidir como é que esse processo deverá ocorrer", respondeu o ministro das Finanças, Vítor Gaspar.

O deputado do PSD Duarte Pacheco elogiou a actuação do Governo nesta matéria, alegou que a situação financeira da Madeira é agora totalmente transparente e acusou o PS de marcar este debate para fazer campanha eleitoral.

O BE insistiu numa auditoria às contas desta região autónoma.

Por sua vez, o líder parlamentar do PS, Carlos Zorrinho, contestou que se compare a gestão do anterior executivo socialista à do Governo Regional da Madeira, dizendo que no primeiro caso está em causa "dívida transparente, e não ocultação".

Por outro lado, Zorrinho quis saber se é verdade que o Governo PSD/CDS-PP teve conhecimento da dívida da Madeira em Agosto e, se assim foi, por que motivo deixou "gangrenar uma dívida altamente prejudicial para a imagem do país".

Na resposta, o ministro das Finanças disse que "o Governo publicou o relatório com a análise da situação orçamental e financeira da Madeira logo que este relatório ficou completo, não era possível fazê-lo antes", e referiu a existência de um relatório do Tribunal de Contas de Abril deste ano sobre os encargos assumidos e não pagos da Madeira.

"Abril de 2011. O Governo da República era do PS. Quer dizer que os factos relativos à dívida da Madeira foram revelados pelo Tribunal de Contas em Abril de 2011, tendo a investigação dessa questão começado nessa altura", sublinhou.

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