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Deputados "travam" reformas de Rui Rio

Deputados "travam" reformas de Rui Rio

O líder do PSD foi confrontado, esta quarta-feira, com a oposição de vários deputados ao agendamento de diplomas com vista à revisão da Constituição e da Lei Eleitoral a três semanas das diretas no partido. À saída da reunião da bancada, Rui Rio criticou as fugas de informação. E recusou confirmar. Mas os críticos internos acreditam que ficou sem margem para avançar já com o agendamento.

Foi longa uma reunião da bancada do PSD, que se realizou esta quarta-feira e prometia ser quente por causa da tentativa de agendamento de dois projetos com vista às revisões da Constituição e da Lei Eleitoral. Duas reformas vistas como "bandeiras" de Rui Rio e que muitos deputados consideraram desadequado que fossem concretizadas a três semanas de ser eleito, em diretas, um novo líder do partido.

Depois de quase duas horas e meia de reunião, em que foi confrontado pela oposição de vários deputados, como Miguel Santos e Alexandre Poço, o líder do PSD saiu sem adiantar se sempre iriam ser agendados os dois projetos de lei, apresentados publicamente em julho do ano passado.

Rui Rio preferiu atacar antes as fugas de informação. "Tenho obviamente a minha opinião e a minha leitura sobre o que se passou aqui dentro (da reunião do grupo parlamentar), mas uma das regras que faço por cumprir, e cumpro, é que o que se passa dentro não deve vir para fora", disse Rui Rio, reforçando que "o facto de já ter vindo cá para fora foi um erro".

Vários deputados que participaram na reunião garantiram, porém, ao JN, que Rui Rio ficou "sem condições" para avançar com o agendamento dos dois diplomas, depois das críticas que ouviu durante a reunião da bancada.

"Essencialmente, não é esta a oportunidade política com eleições internas a três semanas", vincaram, recordando que as diretas estão marcadas para o próximo dia 28.

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