Estudo

Dermatite Atópica causa perda de alegria, liberdade e experiências de vida aos doentes

Dermatite Atópica causa perda de alegria, liberdade e experiências de vida aos doentes

Um estudo desenvolvido pela empresa Sanofi Portugal e a Associação Dermatite Atópica Portugal (ADERMAP) revela que a Dermatite Atópica (DA) tira a "alegria", "alguma liberdade" e "sono". Além disso, os autores do estudo descobriram que a maioria dos participantes adolescentes e adultos têm outras patologias (como a rinite, asma ou sinusite), sendo unânimes em afirmar que a DA não controlada é "a mais difícil de lidar".

Intitulado "Viver com Dermatite Atópica em Portugal do ponto de vista psicossocial", o estudo da Sanofi Portugal e da ADERMAP pretendeu "compreender a perceção de adolescentes e adultos com Dermatite Atópica moderada a grave, de como é viver com a patologia e identificar oportunidades de intervenção que possam contribuir para a melhoria da qualidade de vida destas pessoas e de quem as rodeia."

Os resultados do estudo mostraram que "a maioria dos participantes adolescentes e adultos considera que são períodos vividos como 'crises' e que são caracterizados por muita comichão, dor e feridas e que impactam significativamente em atividades básicas."
Para Isabel Lourinho, psicóloga e autora do estudo, "estes dados são reveladores do impacto que a dermatite atópica moderada a grave tem nos doentes, nas famílias e nos cuidadores. É necessário, por isso, uma maior sensibilização e educação para a doença de forma a ultrapassar estigmas e barreiras sociais".

Joana Camilo, presidente da ADERMAP, considera que "não podemos ignorar as consequências emocionais, sociais e económicas da Dermatite Atópica. É fundamental uma abordagem multidisciplinar centrada na pessoa com DA moderada a grave de forma a minimizar o fardo associado, além da promoção de um acesso equitativo aos tratamentos adequados e aos cuidados de saúde".

O estudo foi desenvolvido com base numa metodologia de grupos focais onde foram incluídos homens e mulheres dos distritos do Porto e de Lisboa com idade superior a 18 anos e com diagnóstico médico de DA moderada e/ou grave, numa primeira fase. Já numa segunda abordagem, foram incluídos adolescentes de todo o país com idades compreendidas entre os 12 e 17 anos e com diagnóstico médico de DA moderada e/ou grave.

Baixa autoestima dos inquiridos

Os adolescentes que participaram no estudo também destacaram o impacto da Dermatite Atópica na autoimagem e autoestima, nas relações de amizade, na escola e no desporto. Os adultos mencionaram também a autoimagem e a autoestima, salientando as consequências a nível profissional.

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O estudo demonstra que a maioria dos participantes já sentiu ou sente regularmente momentos de ansiedade e de tristeza por causa da DA, crises de ansiedade/pânico e, ainda, sentimentos de "revolta", "frustração", "desespero" e "irritação". Alguns participantes adultos mencionam que algumas vezes sentem vontade de "desaparecer".

O estudo abordou também junto dos participantes as oportunidades de intervenção para colmatar o impacto psicológico associado, tais como aumentar a informação e visibilidade da patologia e dos seus impactos na sociedade civil; combater o preconceito e o bullying através de ações dirigidas ao contexto escolar; disponibilizar apoio psicológico a quem vive com DA e aos seus cuidadores; ou aliviar o Impacto Social e Económico da DA nas pessoas e nas famílias.

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