Clima

Desertificação, seca e erosão costeira: as preocupações da Zero para Portugal

Desertificação, seca e erosão costeira: as preocupações da Zero para Portugal

A Associação Zero apela a que a preocupação com o ambiente seja cada vez mais uma "prioridade nacional", pois Portugal corre um sério risco de, em breve, sofrer de desertificação, seca, fogos florestais, poluição atmosférica, erosão da linha de costa devido à subida do nível médio do mar e ao aumento de tempestades, à diminuição da produtividade agrícola, entre outras consequências.

A agricultura vai ser um dos setores mais afetados com a diminuição da precipitação, com o aumento provável dos incêndios rurais e a diminuição dos recursos hídricos. Conforme sustenta a associação, "algumas regiões mediterrânicas poderão ver as suas culturas agrícolas cair 64% e a superfície de floresta queimada vai duplicar ou triplicar".

"A situação de Portugal é agravada pela exposição a eventos meteorológicos extremos, como ondas de calor conjugadas com secas associadas a condições de enorme redução da humidade e à subida do nível do mar", garantem.

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De forma mais concreta, a nota dá o exemplo da zona de Beja que, com um aumento global de temperatura de 1,5°C, a temperatura no verão aumentará 2,2ºC; num cenário de aumento de 2,0°C, o aumento será de 3,0°C; e num caso de um aumento global de três ou quatro graus Celsius, o aumento da temperatura será de 4,4°C e 5,6° respetivamente.

Esta reação surge depois de terem sido conhecidas as conclusões do primeiro grupo de trabalho do Painel Intergovernamental para as alterações climáticas relativo aos fundamentos científicos das alterações climáticas e onde a região Mediterrânica aparece como uma zona geográfica de maior vulnerabilidade aos efeitos adversos das alterações climáticas.

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