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Desilusão com as regras para o ensino doméstico

Desilusão com as regras para o ensino doméstico

As duas filhas de oito e seis anos do casal Raminhos (a mais nova, de dois, está na creche) estão a fazer o seu percurso escolar inicial fora da rede pública.

São duas dos 909 alunos este ano letivo enquadrados no regime do ensino doméstico e individual, que esta semana viu o seu funcionamento regulamentado. A expectativa acerca das novas regras era elevada. Para as associações e pais, as normas desiludiram.

Catarina Raminhos considera que a legislação "deu um passo atrás". Insurge-se contra a obrigatoriedade de pedir autorização para matrícula ao diretor da escola da área de residência. Em Mafra, conta, "tivemos de fazer uma exposição ao presidente da Câmara, num tom quase de permissão, que já achei estranho e do qual discordei". Exigir um requerimento e impor mais condições diminui este tipo de escolha, justifica. Laura Ramos, outra das mães que tem um dos filhos neste regime, questiona: "E se o diretor não simpatizar com este modelo e quiser criar problemas?".